Justiça alemã persegue ativista anti-fascista

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Irmela Mensah-Schramm está sendo processada pela justiça alemã por destruir cartazes fascistas e neonazista.

Na Alemanha, a propaganda nazista ou fascista é proibida, pois é considerada um atentado contra a república. Apesar disto, os fascistas e neonazistas agem livremente, recebendo cobertura do Estado e de suas instituições de repressão. Por conta disto, os grupos neonazistas não param de crescer na Alemanha, havendo mais de 11 mil grupos em território nacional. O que revela que leis de censura não só não adiantam nada, como também acabam se voltando contra os próprios trabalhadores e organizações de esquerda.

Irmela Mensah-Schramm, uma senhora nascida logo após o término da Segunda Guerra Mundial, é uma ativista anti-fascista que já destruiu mais de 75 mil cartazes neonazistas na Alemanha. Por conta disto, agora está sendo processada pela justiça por danos ao patrimônio público. Mesmo já tendo recebido condecorações do Estado Alemão por sua militância, atualmente é perseguida pela justiça.

Neste caso, é importante ter claro como funcionam as instituições estatais: o Estado e suas instituições fazem parte do arcabouço repressivo da burguesia contra os trabalhadores, por conta disto, não podemos ampliar jamais os meios de repressão do Estado burguês, pois eles se voltam contra o povo.

A classe operária deve lutar pela irrestrita liberdade de expressão, sabendo que os fascistas são um movimento dos verdadeiros donos do Estado, os burgueses, por isso mesmo recebem cobertura da polícia, da justiça e de todos os órgãos estatais para atuar. Só há uma forma de derrotar a extrema-direita, organizando a maior força política de nossa sociedade, a classe operária, e colocando-a em movimento.

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