Golpistas querem Renan fora depois do impeachment

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Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deixasse a presidência da Câmara dos Deputados, setores da burguesia pressionam para que a decisão se estenda também ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

“A faxina nos mais altos escalões da República, imposta pela necessidade de reescrever a triste história do populismo ancorado na corrupção que o País viveu nos últimos 13 anos, exige ainda outra medida essencial: o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado Federal”, foi assim que o jornal O Estado de S. Paulo, apresentou seu alvo.

Melhor que isso aconteça após o afastamento, ainda que temporário, da presidenta Dilma Rousseff, se concretizar também no Senado. 

Eduardo Cunha estava e Renan Calheiros está na linha sucessória da presidência se for confirmado o impeachment de Dilma e se o vice que assumirá o governo se afastar por qualquer motivo que seja.

A resistência popular, que ganhou apoio entre personalidades nacionais e internacionais, artistas, além das maiores entidades de trabalhadores, juventude etc. se estendeu pelo mundo, fazendo com que, nesse momento, seja difícil garantir que governo conseguiria se manter no poder diante dessa mobilização. Indica assim a possibilidade do provável novo governo investir na repressão em larga escala. É isso que indica a escolha do atual e criminoso secretário de segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, para ministro da Justiça de um governo Temer.

Se o impeachment se confirmar, Renan Calheiros, assim como Eduardo Cunha, terá cumprido papel importante no golpe de Estado.

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