Golpistas assumem prefeituras com promessas de ataques contra a população

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As declarações da maioria dos prefeitos de algumas das capitais do país, no dia da posse, foram anúncios do que está por vir pelas mãos dos golpistas, para a classe trabalhadora. Vale a pena realçar pontos comuns. “A ordem é a seguinte: é proibido gastar”disse Marcelo Crivella (PRB), ao assumir a prefeitura do Rio de Janeiro. “(Vamos) governar abrindo mão de cargos, abrindo mão de emprego, de gastos desnecessários”, anunciou Alexandre Kalil (PHS) em Belo Horizonte. “Vamos deixar só cargos em comissão necessários para a máquina funcionar”, explicou Nelson Marchezan Jr. (PSDB) em Porto Alegre. “(Vamos) enxugar a máquina da prefeitura em 40%”, prometeu Rafael Greca (PMN) aos curitibanos.

João Doria (PSDB) já se comprometeu com a redução de secretarias e de postos comissionados e com a contenção de gastos. A imprensa golpista insiste que os ataques da direita são apenas corte de gastos inúteis, da eliminação do pessoal excessivo, além de “reformatação” do aparelho administrativo, com extinção de órgãos e de pessoal supérfluos. Tanto para a imprensa capitalista, quanto para os golpistas, “as falas foram animadoras.”

Foi por isso que as eleições municipais de 2016 foram as mais antidemocráticas dos últimos tempos, para assegurar que os parceiros do golpe tivessem uma ampla divulgação na campanha eleitoral, garantindo assim que fossem eleitos em todas as principais capitais brasileiras, e tornassem a concretização do plano dos golpistas mais fácil.

Para a imprensa burguesa, “Pela primeira vez em muito tempo foi reconhecido um fato inegável, quando se trata da maior parte da administração pública brasileira: é preciso fazer mais com menos. Mais que isso: é possível oferecer aos cidadãos serviços melhores com gastos iguais ou inferiores aos contabilizados durante anos.”

Os serviços públicos, feitos com investimento que tem, já são muito aquém da necessidade da população, com cortes exorbitantes anunciado pelos prefeitos golpistas a falência será ainda maior. Imagine o que pode acontecer se o governo diminuir o investimento em uma realidade em que mais de 70% da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso a imprensa golpista não fala. Prefere fazer campanha pela privatização da saúde e da educação.

Os golpistas se esquecem que todo o dinheiro recolhido da União é para ser investido em serviços públicos, em empregos e secretarias que atendam a necessidade da população. O dinheiro não é feito para sanar a crise dos bancos, principalmente os internacionais, e nem de empresas capitalistas privadas que querem tomar conta do país.

A dívida não está diretamente relacionada com a quantidade de servidores públicos de um país e nem de suas secretarias ou dos gastos que os municípios têm com a saúde e a educação. Esses cortes são mais uma maneira dos golpistas entregarem para o imperialismo o controle de economias mais frágeis dos países atrasados, como o Brasil. É um compromisso com organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, que precisa do dinheiro de países como o nosso, para sanar a crise que eles mesmo criaram.

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