Eleições nos EUA: Trump é alvo da imprensa

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Praticamente todos os grandes jornais norte-americanos estão fazendo uma grande campanha contra o candidato republicano à presidência, Donald Trump. No sistema bipartidário norte-americano normalmente há uma divisão muito maior entre os capitalistas. Dessa vez, no entanto, Hillary Clinton, candidata do Partido Democrático, tem muito mais apoio entre os donos dos órgãos de imprensa.

A campanha contra Trump na imprensa reflete o pouco apoio que ele tem no aparelho de seu próprio partido, o Partido Republicano, além de banqueiros e do mercado financeiro, que também apoiam Hillary em peso. Entre os republicanos, particularmente aqueles ligados à política externa dos EUA, a agressiva política imperialista contra o mundo todo, apoiam Hillary. Recentemente, Colin Powell, Secretário de Estado durante o governo de George W. Bush, declarou que votará em Hillary Clinton. Também durante o governo Bush, Hillary votou a favor da invasão do Iraque como senadora, contra seu partido.

Um exemplo da campanha contra Trump é a coluna de Thomas L. Friedman no New York Times publicada na edição de quarta-feira (26). Um exemplo entre muitos. Nessa coluna, reproduzida pelo Estado de S. Paulo de quinta-feira, o autor diz que Trump é um “invasor legal”, em contraposição à expressão usada pela direita contra os imigrantes, “imigrantes ilegais”. A coluna continua com uma grande enumeração de todas as afirmações e promessas de Trump que seriam “estranhos a tudo que faz a grandeza dessa nação [dos EUA]”. Uma coluna representativa do tom geral da campanha de praticamente toda a imprensa contra Trump.

Durante sua campanha, Trump tem denunciado tanto as próprias eleições quanto a campanha da imprensa. Trump acusa a imprensa de ser parcial. Uma pesquisa divulgada esse mês mostrou que os eleitores concordam com ele. Mesmo eleitores de Hillary admitem a parcialidade da imprensa contra o candidato republicano. A pesquisa, realizada pela Universidade de Quinnipiac, mostrou que 55% dos eleitores acham que Trump tem razão quando aponta a parcialidade da imprensa, contra 42% que dizem que não.

A candidatura de Trump, que não era o preferido pelo aparelho do partido para ser nomeado para a disputa, expressa uma crise política do partido e do próprio regime. O plano dos dois partidos, republicano e democrático, era apresentar duas candidaturas muito semelhantes, Hillary Clinton e Jeb Bush. A nomeação de Trump expressou uma rejeição a esse arranjo, resultado da crise econômica, em um momento em que o capitalismo entrou em uma etapa mais profunda de sua crise incontornável.

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