Crivella transforma Guarda Municipal em PM: mais repressão

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O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), mostrou para o que veio no segundo dia de mandato: “A guarda precisa mudar o seu foco, porque hoje é muito voltada para o combate aos camelôs e também para as multas. Nós agora vamos articulá-la, para que fique nas manchas de criminalidade, nas calçadas, nas áreas turísticas. Em locais onde ocorrem pequenos delitos, furtos, assaltos, roubos maiores, como o de carros e cargas, e até homicídios”.

Quer dizer, Crivella pretende transformar a Guarda Civil Municipal em mais uma polícia militar, também apta a reprimir duramente a população. Como sempre, por trás da desculpa do “combate à criminalidade” está o fortalecimento de mais um apareto para reprimir o povo.

Esta é uma tendência geral das prefeituras eleitas depois do golpe de Estado: endurecer ainda mais as leis e seus aparelhos repressivos.

A Guarda Municipal já funciona como uma força repressiva do Estado, uma espécie de mini-PM. Enquanto a PM é responsável pelo assassinato da população pobre, negra, trabalhadora, a Guarda Civil reprime setores como moradores de rua, vendedores ambulantes etc.

A proposta de Crivella, que faz demagogia com os vendedores ambulentes insinuando que a Guarda não será mais usada para reprimi-los, o que não é verdade, será uma forma de dar mais poder para a Guarda de reprimir.

Em São Paulo, por exemplo, a Guarda funciona quase como uma PM, armada, fazendo revistas, perseguições e até executando indivíduos. Com João Dória (PSDB) como prefeito da cidade a tendência é piorar.

Marcelo Crivella quer imitar o “modelo paulistano” de Guarda Municipal.

A população deve se mobilizar contra o regime repressivo. É preciso exigir o fim da PM, da Guarda Municipal e de todo o aparato repressivo

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