Cresce a extrema-direita na Austrália

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As eleições parlamentares realizadas na Austrália no mês passado revelaram um crescimento da extrema-direita no País. A coalizão governista de Malcolm Turnbull formou um governo sem cadeiras suficientes para levar adiante suas políticas sem votos de senadores de partidos minoritários. Entre esses partidos estão dois partidos de extrema-direita que cresceram nessas eleições. O Xenophon, que se apresenta como mais moderado, e o partido Uma Nação, liderado por Pauline Hanson, abertamente xenófobo.

O Xenophon é liderado por Nick Xenophon, e conquistou três cadeiras no Senado além de um deputado. Apesar de se apresentar como mais moderado, Xenophon defende uma aliança com o Uma Nação, que tem quatro assentos no Senado e pode impor uma série de políticas à coalizão no governo. Xenophon defende políticas protecionistas e se coloca contra a influência da China no País.

Pauline Hanson, por outro lado, defende abertamente políticas contra os imigrantes, defendendo restrições à imigração e a proibição de que sejam abertas novas mesquitas. Como acontece em muitos outros países com regimes bipartidários, os partidos tradicionais do regime estão perdendo força. Por pouco, nenhum dos dois principais partidos conseguiu formar um governo no final das eleições, mesmo com a direita estando em uma coalizão com o Partido Liberal. A crise desses partidos expressa a crise do regime político, que não comporta mais as contradições sociais. Mesmo com um sistema eleitoral feito para manter o bipartidarismo, o regime está desmoronando. Como em outros países em que o regime está ruindo, parte da burguesia já está impulsionando partidos de extrema-direita, que por isso estão crescendo eleitoralmente.

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