“Not my President”, Começam as manifestações contra Trump

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Ao contrário do que toda a imprensa burguesa – que apoiava abertamente, em sua maioria, Hillary Clinton – anunciava, o vencedor das eleições norte-americanas foi Donald Trump. Essa “surpresa” – na medida em que o candidato dos principais setores que controlam o regime político norte-americano foi derrotado – é um sinal claro de que a crise capitalista, aprofundada em 2008, está levando os Estados Unidos a uma grave crise política.

Algumas horas depois da vitória de Trump, milhares de pessoas foram às ruas protestar. Por mais que os mesmos setores imperialistas que apoiaram a candidata Hillary Clinton estejam dispostos a desgastar Trump – e, possivelmente, dar um golpe de Estado -, os protestos não se deram por causa da divergência entre a política econômica dos candidatos. Embora palavras de ordem pedindo o impeachment de Trump já tenham sido levantadas, as pautas reivindicadas pelos manifestantes eram relacionadas às “minorias”.

Em um protesto, manifestantes gritavam “my body, my choice” – isto é, “meu corpo, minha escolha”, o que demonstra um repúdio das feministas ao presidente eleito. Palavras de ordem mais genéricas, direcionadas a Trump, também se fizeram presentes: “Stop Donald Trump” (“Parem Donald Trump”), “Not my president” (“Não é meu presidente”), entre outras. Cartazes com a hashtag #BlackLivesMatter, que é um apelo aos direitos da população negra, também constaram nas manifestações.

A estimativa é de que 10 mil pessoas participaram de protestos na cidade de Nova Iorque, 6 mil, na cidade Oakland, e 2 mil, na cidade de Portland. Muitas outras cidades repudiaram a vitória de Trump, como Boston e Dallas. Ao menos 15 manifestantes foram presos.

Embora o clima nas ruas seja de agitação, a candidata adversária à Trump, Hillary Clinton, e o atual presidente, Barack Obama, que participou ativamente da campanha de Clinton, fizeram discursos bastante diplomáticos. Parabenizaram Trump e disseram esperar que este fizesse um bom governo. Nenhuma ressalva lhe foi feita. Assim, com essa disparidade entre os candidatos e as ruas, fica ainda mais claro que as eleições em nada representaram a população norte-americana e escancararam o artificialismo da democracia americana.

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