Polícia Federal intervêm na ALERJ

Compartilhar:
Polícia Federal intervêm na ALERJ

Em um desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal saiu nas ruas nessa terça-feira, 14, para cumprir mandados judiciais. O empresário Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), foi preso. O pai foi levado para depor. Felipe Picciani é irmão do ministro Leonardo Picciani, ministro dos Esportes do Governo Michel Temer.

Outras 12 pessoas estão na mira da ação, por corrupção e crimes envolvendo a Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ). Também estão na mira da operação o empresário Jacob Barata Filho, o ‘Rei do Ônibus’, e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, ambos colocados em liberdade pelo ministro Gilmar Mendes, em agosto, após terem sido presos na Operação Ponto Final em julho passado.

Essa é mais uma ofensiva da ala mais direitista dos donos do golpe. Desta vez, contra o PMDB do Rio de Janeiro, que por sua vez também é direitista e golpista. O problema é a intervenção do judiciário e da polícia em órgãos públicos. A operação, encabeçada pela direita golpista, com a legenda de combate à corrupção segue em curso com seus processos fraudulentos. Sob a desculpa da corrupção, ela aciona uma caça às bruxas meramente direcionada à perseguição política dos inimigos políticos do regime. A ofensiva do Judiciário visa modificar o regime político de acordo com os interesses da ala mais poderosa da direita pró-imperialista.

Aproximadamente 155 policiais federais cumprem, nos municípios do Rio de Janeiro, Saquarema, Volta Redonda e Uberaba/MG; 6 mandados de prisão preventiva, 4 mandados de prisão temporária, 4 conduções coercitivas e 35 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2º Região, cumprindo sua função na farsa da Lava Jato.

A família Picciani foi um dos alvos do acordo de leniência da Carioca Engenharia em abril do ano passado. A matemática Tania Maria Silva Fontenelle, ligada à empreiteira, afirmou que comprou vacas superfaturadas da empresa Agrobilara Comércio e Participações Ltda para ‘gerar dinheiro em espécie’ para a empreiteira.

A Agrobilara pertence à família Picciani. O presidente da ALERJ se torna assim mais um na lista do judiciário e da Lava Jato, que perseguem seu objetivo de “investigar” para prender todos os congressistas, que, ao contrário deles, foram eleitos. Temos que considerar ainda que este tipo de denúncia é um prato cheio para justificar discursos de defesa da intervenção militar, do fechamento do Congresso, do golpe militar.

No último dia 25 de outubro, 251 deputados salvaram Michel Temer da segunda denúncia de corrupção deste ano, numa manobra do presidente golpista, que gastou nada mais e nada menos que R$ 30 bilhões para garantir o seu cargo. A Lava Jato e essa desculpa do combate à corrupção é conversa para pato dormir.

artigo Anterior

COTV: a capitulação da esquerda frente ao golpe

Próximo artigo

Participe do comite de Luta contra o Golpe

Leia mais

Deixe uma resposta