Militares fizeram sua primeira chacina no Rio de Janeiro?

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Militares fizeram sua primeira chacina no Rio de Janeiro?

Na madrugada deste último sábado, 11 de outubro, uma operação conjunta entre o Exército e a Polícia Civil do Rio de janeiro, na favela do Salgueiro em São Gonçalo, terminou com a morte de sete pessoas. A operação contou a participação de um blindado do Core (Grupo de Operação da Polícia Civil), e dois do Exército. Entre os que perderam a vida na operação estão um funcionário de uma peixaria, um estudante e dois motoristas do aplicativo Uber.

Apesar dos militares negarem que tenham efetuado os disparos, o depoimento dos 15 policiais civis que integraram a operação, assim como o depoimento de outros moradores da comunidade de Salgueiro que presenciaram o fato, afirmam que foram mesmo os militares que atiraram contra os moradores da favela. A “justificativa” utilizada, como sempre, para as mortes dos moradores foi o “confronto” entre a polícia, os militares, e os traficantes.

Um dos problemas para se apurar o caso é a medida aprovada pelo governo golpista no final de outubro, sob pressão dos militares.  O projeto de lei 44 de 2016 que transfere o julgamento de crimes militares da justiça civil para tribunais militares. Por conta dessa medida, os militares que participaram da ação não foram e nem serão ouvidos pela Polícia Civil.

Tudo indica, portanto, que a chacina na favela do Salgueiro foi praticada pelos militares. Esse é só um pequeno exemplo do que está por vir contra a população em caso de um golpe militar. Os militares golpistas já há muito tempo estão pressionando o governo golpista no sentido preparar o terreno para uma nova intervenção. A aprovação do Projeto de Lei 44 é um exemplo, a substituição do Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, por Fernando Segóvia, tendo como articulador principal chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o General de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen, é outro.

Nesse sentido contra a iminente ameaça de intervenção militar, e contra a consequente brutal repressão dos militares contra o povo, é de imediata importância a organização dos comitês de luta contra o golpe para combater por meio da força popular os militares e todos os golpistas.

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