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Mais cotado para substituir comandante do Exército é defensor da intervenção militar - Diário Causa Operária Online

Mais cotado para substituir comandante do Exército é defensor da intervenção militar

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Mais cotado para substituir comandante do Exército é defensor da intervenção militar

Em recente entrevista à BBC Brasil, o atual comandante geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, trouxe à tona vários pontos do que pode ser o indício de uma luta política que ocorre no interior das Forças Armadas e que tem como questão central a entrada em cena imediata dos militares como uma alternativa diante da incapacidade dos golpistas que depuseram a presidenta Dilma Rousseff em implementar em toda sua profundidade os objetivos do golpe de Estado.

O que se deduz do divulgado pela BBC é que o objetivo da entrevista foi, por um lado, realçar a “unidade e coesão das Forças Armadas e, por outro, jogar panos quentes em diversos assuntos polêmicos e relacionados a uma crescente ingerência das Forças Armadas na política nacional, que aliada a declarações de vários oficiais do alto escalão, principalmente do Exército, em defesa de uma intervenção militar para conter o caos no país”, acendeu a luz vermelha para o risco iminente de um golpe de Estado.

Ainda de acordo com o conteúdo divulgado pela BBC, Vilas Bôas referiu-se de forma “categórica” à pergunta sobre a defesa de “certos setores” de uma intervenção militar, negando essa possibilidade: “O Brasil tem um sistema que dispensa a sociedade de ser tutelada”, para completar em seguida que, “sempre vêm lembranças relativas ao período de 1964… O Exército continua o mesmo daquele período, com os mesmos valores, os mesmos princípios, os mesmos objetivos, mas as circunstâncias mudaram muito”, diz.

Além da questão da intervenção militar, o general ainda foi reticente com relação à utilização das Forças Armadas no combate à violência urbana: “”Faço questão de ressaltar que o emprego das Forças Armadas simplesmente não vai resolver a problemática de segurança pública. Pode contribuir? Sim para a sensação de segurança da sociedade, mas isso é passageiro.”

Também se referiu às críticas às forças multinacionais que recentemente promoveram exercícios na Amazônia como “alarmistas”. Vilas Bôas disse que “jamais, jamais tomaríamos uma iniciativa que pudesse colocar em risco a nossa, como você disse, soberania na Amazônia. Estamos realizando um exercício multinacional. É um exercício de caráter humanitário. Visa nos preparar para fazer face a problemas humanitários em áreas remotas com todas as dificuldades logísticas de acesso, por isso foi escolhida a Amazônia”, explica.

Mas o que mais chama a atenção na entrevista é a questão da sua sucessão no comando da principal arma das Forças Armadas. Vilas Bôas sofre de uma doença degenerativa e sua saída é dada como certa. Embora negue o seu afastamento, os rumores que correm nos bastidores é o de que seu afastamento está condicionado à ida para a reserva de setores da linha-dura, como é o caso do general Antônio Hamilton Mourão, atual Secretário de Economia e Finanças do Exército, e um dos principais expoentes da ala que defende a intervenção militar.

Embora Vilas Bôas negue qualquer manobra, o fato é que por tradição, o comandante do Exército sempre é um militar da ativa e no caso de Mourão, está previsto para março do próximo ano a sua ida para a reserva.

Certamente não estamos diante de nenhuma fissura no Exército, como afirma o próprio general comandante, “eles estão entre os que mais trabalham pela manutenção da defesa de Mourão, quando de sua palestra na loja maçonica Grande Oriente em Brasília”.

Podemos ainda afirmar categoricamente que, no mínimo, há um setor expressivo no Exército que defende uma intervenção imediata no país. Esse setor que tem sua maior expressão no general Hamilton Mourão é um setor que não esconde aversão à esquerda e que defende as ideias fascistas.

A esquerda, os setores democráticos que querem derrotar o golpe, não podem fechar os olhos para a movimentação que existe no interior das Forças Armadas. O golpe militar é uma realidade. A deposição da presidenta Dilma só foi possível devido ao apoio dos militares ao golpe. Uma intervenção militar vem no sentido de fazer aquilo que os golpistas de primeira hora não estão conseguindo fazer. Será o golpe dentro do golpe e as consequências para os trabalhadores serão ainda mais nefastas.

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