Defensores do golpe militar invadem aula na UFRJ

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Uma ação fascista combinada entre vinte pessoas, interrompeu na quarta-feira, 25 de outubro, uma palestra da professora titular em história, Teresa Toríbio Brittes Lemos, especialista em América Latina, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Ela participava de um evento sobre os 100 anos da Revolução Russa.

A iniciativa dos auto denominados ” intervencionistas”,  foi gravada em vídeo. Os direitistas iniciaram a gravação ainda na saída da estação do metro Maracanã. O vídeo da invasão não se encontra mais na internet.

No vídeo, um dos organizadores da invasão aparece interrompendo a aula no meio da exposição da professora

Defensores do golpe militar invadem aula na UFRJ
Imagens dos fascistas interrompendo a aula sobre 100 anos da Revolução Russa

Durante a interrupção da aula, os fascistas afirmaram categoricamente diversas vezes, em tom de ameaça, que o que a professora Maria Teresa, estudiosa no assunto, discursava era falso e que o que houve em nosso País foi, na verdade, um “regime democrático militar”, que salvou a sociedade dos “comunistas”.

 

Os fascistas, que de nacionalistas não tem nada defendem o que aconteceu em 1964, entrega do país, censura e a repressão extrema contra todos que forem contrários aos militares. É preciso reagir com força a estas investidas fascistas.

Os organizadores do evento não reagiram na mesma medida, se manifestaram apenas em nota repudiando o ato fascista, mas de concreto nada foi feito. Também enfatizaram que manifestações desse tipo não poderiam ser permitidas “dentro da Universidade que é o espaço do debate e da construção do pensamento crítico e autônomo. Essa atitude é um exemplo do que significou o regime ditatorial, persecutório e covarde”. Escreveram também uma carta em repúdio aos fascistas.

Em mensagem à redação, o professor André Azeredo relatou que “a professora foi insultada, bem como os organizadores do evento. A UERJ foi tratada como ‘antro de comunistas’ no dizer desses criminosos. Balançando uma bandeira do infausto movimento desses arruaceiros e com gritos de acusação, conseguiram inviabilizar um evento acadêmico e intelectual da maior importância organizado por historiadores vinculados a universidade. Não satisfeitos, postaram vídeos em algumas instâncias da internet, se vangloriando do ato bárbaro que propenderam contra a comunidade de historiadores da UERJ que, repito, inviabilizou o encerramento do evento.”

Num sítio de extrema – direita, os chamados “intervencionistas” divulgaram as imagens da invasão e escreveram: “É revoltante e preocupante observar e constatar, que as faculdades do nosso país na grande maioria, estão dominadas por comunistas.”

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Estudantes da UFPE mostraram o caminho para combater os fascistas

O exemplo dos estudantes do Comitê de luta contra o golpe da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde os fascista provocaram e foram expulsos da universidade federal pelos estudantes organizados pelo Comitê, deve ser seguido à risca.

A educação pública é bem comum dos trabalhadores, paga e gerida por eles, reivindicação histórica e conquista da classe operária. Os fascistas são contra a educação pública, contra o estudo das ciências humanas e até queimam livros, são inimigos do povo e da educação.

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