Trabalhadores dos Correios vão perder o plano de saúde e o novo “Bando dos Quatro” quer ajuda do TST

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Trabalhadores dos Correios vão perder o plano de saúde e o novo "Bando dos Quatro" quer ajuda do TST

Por incrível que possa parecer, o novo “Bando dos Quatro” (sindicalistas do PT, PSTU, PCdoB e diretoria do Sintect-MG- LPS) após protocolo da direção golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) exigindo dissídio sobre a cláusula 28° (plano de saúde) do acordo coletivo de trabalho dos Correios, está pedindo que ainda não julgue, mas continue arbitrando, mediando sobre o assunto.

Por mais esquizofrênico que isso possa parecer, é exatamente o que a direção da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) escreveu em sua página na internet ao dizer que a ” ECT quer terminar a medição do TST em relação ao plano de saúde de forma unilateral”.

Para conseguirmos explicar essa aberração sindical,  ou seja, os representantes sindicais dos Correios exigindo uma mediação do TST para defender um direito dos trabalhadores, precisamos contar toda a história.

Acontece que o novo “Bando dos Quatro”  do movimento sindical dos Correios entregou a campanha salarial da categoria de 2017/2018, traindo vergonhosamente a greve de 17 dias dos trabalhadores em 35 sindicatos, alegando que os ecetistas deveriam acertar a proposta patronal de reajuste miserável de 2.07%, pois nenhum direito seria retirado da categoria.

No entanto, passados 3 dias da assinatura do acordo, o TST apresentou uma proposta de reformulação do plano de saúde da categoria, retirando 52 mil pais/mães do funcionários dos Correios do plano, e ainda pagamento de mensalidades para todos os participantes e seus beneficiários e aumento do valores dos compartilhamento em exames e consultas no plano. Ou seja, o trabalhador que antes tinha um plano de saúde que poderia incluir familiares sem pagar nada, agora não terá mais esse direito e ainda vai ter que pagar mensalidades do próprio bolso caso queira desfrutar do benefício. Em resumo o plano de saúde que era gratuito agora será pago.

Como política para combater esse ataque o sindicalistas do novo “Bando dos Quatro”, ao invés de propor uma mobilização nacional da categoria quer apenas “lutar” por meio jurídico. A “estratégia de luta” apresentada pelos sindicalistas do novo “Bando dos Quatro” é utilizar os advogados para irem até o TST perguntar questões sobre as modificações do plano de saúde para que a decisão do tribunal demore para acontecer, ou seja, querem enrolar o TST para que a decisão atrase. Ao invés de enrolar os ministros do TST, o novo “Bando dos Quatro” está enrolando os trabalhadores para que estes esqueçam a assinatura do acordo traidor e que percebam que vão perder o plano de saúde e só se darão conta do desastre quando tiverem que pagar por consultas, tratamentos etc.

Diante da enrolação a ECT resolveu exigir logo a decisão do TST, através de julgamento do dissídio da cláusula que ficou para decidir após a assinatura do acordo.

Vendo que seus planos táticos não resultaram em nada, pelo contrário aceleraram o fim do benefício, os sindicalistas do novo “Bando dos Quatro”, por incrível que pareça estão exigindo que o TST não julgue o dissídio e continue com suas mediações conciliatórias, ou seja, mais enrolação que ao final resultará no mesmo resultado, a perda do plano de saúde dos trabalhadores.

O que chama atenção em toda essa situação é que em nenhum momento os “gênios do sindicalismo” do novo “Bando dos Quatro” convoca os trabalhadores para qualquer tipo de luta ou resistência, apenas lamentam diante da inciativa da ECT de impor imediatamente as mensalidades ao plano de saúde da categoria.

Por isso, a única saída para os trabalhadores dos Correios é o enfrentamento contra os sindicalistas do novo “Bando dos Quatro” e contra a direção da ECT e dos ministros biônicos do TST.

É  necessário convocar uma greve no dia anterior ao que o TST convocar a audiência de julgamento desse benefício, com a indicação por parte dos trabalhadores de realizar um grande ato em frente ao TST, para mostrar aos ministros biônicos do tribunal qual é o sentimento dos trabalhadores diante do ataque ao seu principal benefício conquista história da categoria, o plano de saúde.

 

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