Caos na agência do Banco do Brasil da Praça do Relógio em Brasília

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Caos na agência do Banco do Brasil da Praça do Relógio em Brasília

A política de sucateamento do Bando do Brasil, para uma possível privatização, está levando caos nas agências, tanto para os funcionários quanto para a população em geral que utiliza os serviços bancários.

A agência do BB, Praça do Relógio, localizada na Cidade Satélite de Taguatinga na Capital Federal é um verdadeiro caos, conforme denúncia de seus funcionários.

Depois do fechamento de uma agência na mesma região e a transformação de outra em posto de atendimento de Pessoa Jurídica houve a transferência de mais de oito mil contas para a agência Praça do Relógio, que trabalha com o mesmo contingente de pessoal antes da absorção das outras agências.

Os trabalhadores reclamam que não dá tempo nem para ir ao banheiro devido a quantidades de pessoas que lotam a agência. Os clientes reclamam de ter que ficar duas horas na fila para serem atendidos. Além disso, os funcionários estão sendo assediados diariamente pelas chefias que cobram produtividade dos trabalhadores, que passaram a ser vigiados até quando vão tomar um cafezinho ou mesmo quando passam dos 15 minutos que tem para almoçar (e quem consegue almoçar em 15 minutos?!).

Os funcionários já nem aguentam mais o ambiente de trabalho devido ao stress que estão submetidos. “Quando termino de atender o último cliente arrumo minhas coisas e vou embora. Não dá para ficar nesse clima estressante”, declarou um dos funcionários. Recentemente esta mesma agência foi denunciada da falta de funcionamento do ar-condicionado que sistematicamente apresenta defeito sem que a chefia solucione o problema definitivamente.

Em Brasília já foram dezenas de agência fechadas, o que ocasiona a superlotação das demais agências que sofrem com falta de pessoal, espaço físico inadequado, etc.

A situação da agência do BB, Praça do Relógio, é mais um exemplo do que acontece nas demais agências no país inteiro.

A política da direita golpista, que se encontra a frente da direção da empresa, é de aumentar o sucateamento das agências, um artifício utilizado pela burguesia para a privatização do banco.

A ofensiva dos golpistas contra os bancos públicos é muito clara. Demissão em massa, fechando centenas de agências, descomissionamentos, transferências compulsórias de funcionários, assédio moral, etc., tudo isso vem acontecendo tanto no Banco do Brasil quanto nos demais bancos públicos.

Recentemente foi editado pelo governo golpista de Michel Temer um decreto que abre a possibilidade das empresas estatais de sociedade anônima se desfazerem de seus ativos sem licitação, mais um sinal da política de entregar o patrimônio do povo brasileiro para um punhado de capitalistas parasitas em crise.

É preciso organizar imediatamente uma grande mobilização contra os ataques dos banqueiros e seus governos aos trabalhadores bancários e toda a população através de uma ampla mobilização para derrotar o golpe e pela anulação do impeachment fraudado e todas as “reformas” fruto do golpe.

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