“Aproximação” com militares dos EUA é um perigo para o Brasil e para a Venezuela

Compartilhar:
"Aproximação" com militares dos EUA é um perigo para o Brasil e para a Venezuela 1

Nesta segunda-feria (13) terminou um exercício militar realizado na Amazônia pelos exércitos do Brasil, Estados Unidos da América, Peru e Colômbia.

Participaram desse exercício 1.533 soldados do Brasil, 150 da Colômbia, 120 do Peru e 30 dos EUA, além de um avião militar C- 130 dos EUA  que sobrevoou a Amazônia por cerca de sete dias com a autorização do controle aéreo brasileiro.

Esse exercício militar, chamado pelas autoridades militares brasileiras de AmazonLog 17, com objetivos “humanitários”, está sendo feito por países (Brasil, Peru e Colômbia) que tem seus governos totalmente subservientes à política Imperialista dos EUA, próximo à fronteira da Venezuela, que possui um governo que se opõe frontalmente ao imperialismo dos EUA, o governo de Nicolas Maduro, sucessor do Chavismo e da política bolivariana na Venezuela.

Não precisa entender muito de geopolítica internacional para saber que os Estados Unidos da América vêm patrocinando grupos direitistas na Venezuela para derrubar o governo de Maduro, da mesma maneira que os EUA fez para derrubar o governo do PT no Brasil, através de um golpe de Estado.

Mas na Venezuela, a tática de golpe dos EUA, através do financiamento de grupos de direita, a compra do Parlamento, do Judiciário e da imprensa não teve o sucesso que obtiveram no Brasil, e portanto, os EUA estão agora tentando o golpe de fora para dentro, através de uma intervenção militar.

Unir os exércitos do Brasil, Peru, Colômbia na fronteira da Venezuela, em plena Amazônia só tem um objetivo nesse momento político mundial, utilizar esses exércitos capachos do imperialismo dos EUA, para invadir o território Venezuelano a fim de colocar abaixo mais um governo nacionalista, contrário aos interesses imperialistas.

O exército brasileiro, que não tem nada de nacionalista, através do general Guilherme Theophilo, do Comando Logístico do Exército, tenta justificar esse exercício na Amazonas com o exército dos EUA, como sendo um favor que os norte-americanos estariam fazendo aos brasileiros a fim de ensinar aos brasileiros, como combater incêndios na floresta e sermos humanitários com refugiados da Venezuela, uma conversa “para boi dormir”.

É obvio que não se trata de nada disso.

Os vários acordos que vem sendo assinados pelo governo golpista de Michel Temer de cooperação do Exército Brasileiro com o Exército do EUA tendem obviamente a fragilizar ainda mais a soberania nacional diante do país que mais provoca guerras no Mundo, os EUA, diante de seu caráter imperialista, como também colocar o Brasil a serviço dos interesses Imperialistas sobre o Mundo.

Isso não é novidade na época do golpe de Estado do governo Temer, nos anos 60, quando os EUA se viram ameaçado em seu domínio sobre os países da América, principalmente depois da Revolução Cubana, os EUA infiltraram-se nos governos dos países atrasados da América latina, e através de suas embaixadas promoveram os golpes militares no Brasil, Argentina, Chile etc.

Foram vários anos de tortura e mortes aos povos da América Latina que tentavam lutar contra a dominação do imperialismo em seus países, e de lá para cá, o domínio dos EUA  persiste e se intensificou sobre os exércitos dos países atrasados da América Latina, como o Brasil.

Por isso, os acordos realizados pelos militares brasileiros neste ano com os militares dos EUA tendem a levar o Brasil a se colocar na luta não só contra o povo venezuelano, mas também contra o povo Brasileiro.

artigo Anterior

Convenção do PSDB: muito tucano para pouco galho

Próximo artigo

2018 e as saídas da esquerda para a crise política

Leia mais

Deixe uma resposta