Amazon Log: nenhuma nação coopera com os EUA, trabalha para eles

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A relação dos militares brasileiros com os EUA “começou bem formal, mas foi se aprofundando”, segundo Antônio Manoel de Barros, general do Exército que é um dos oficiais envolvidos na operação Amazon Log, em Tabatinga (AM).  Essa ligação próxima não é nenhuma grande novidade, mas os exercícios militares que foram realizados na Amazônia com a participação dos exércitos de Brasil, EUA, Colômbia e Peru representam uma nova etapa do domínio imperialista na região, visto que esta foi a primeira vez em que tropas norte-americanas tiveram acesso “oficial” ao território.

Com a desculpa “inocente” de ajudar possíveis refugiados ou vítimas de catástrofes naturais, a verdadeira intenção dos militares é reafirmar seu controle na região (inclusive cercando guerrilhas remanescentes na Colômbia) e colocar a Venezuela sob a mira direta dos rifles norte-americanos. Afinal de contas, de onde sairiam todos esses refugiados buscando assistência militar na fronteira? Fica claro que os EUA cogitam, e inclusive se preparam, para uma intervenção militar direta na república bolivariana.

As ações militares acontecem justamente dois meses depois de uma reunião fechada entre Donald Trump, Michel Temer e outros líderes de governo da América Latina, em Washington. Com o desenrolar dos acontecimentos, fica claro que orientações diretas do “patrão” EUA para os seus “funcionários” latinos estão sendo assimiladas sem nenhum tipo de contestação.

Tudo isso ocorre em concordância com a política golpista de total entrega do patrimônio nacional ao imperialismo, lado a lado com a venda do pré-sal a empresas estrangeiras por preços mais que convidativos, dentre outras atrocidades. Com isso, a cada dia que passa, a soberania brasileira sobre seus próprios recursos é pulverizada, desmentindo o suposto nacionalismo que o exército brasileiro adora assumir, mas tem dificuldades de praticar.

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