O racismo da imprensa golpista demonstrado por William Waack

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Na última quarta-feira (8), circulou nas redes sociais um vídeo em que o apresentador da rede Globo e apoiador do golpe, William Waack, instantes antes de uma transmissão ao vivo acerca da eleição presidencial americana, de 2016, teve sua máscara derrubada e mostrou quem realmente é quando as câmeras estão desligadas e não há necessidade de agradar ao público.

O racismo da imprensa golpista demonstrado por William Waack

No vídeo em questão, Waack, ao ouvir uma buzina de um carro que passava em frente à Casa Branca, diz as seguintes frases a seu interlocutor, que ri e concorda com o comentário:

-“Tá buzinando por quê, seu merda do cacete?

não vou nem falar, porque eu sei quem é… eu sei quem é…

é preto!

PRETO!

é coisa de preto!”

Tamanha foi a repercussão do vídeo, que a emissora tratou de afastar uma de suas maiores figuras, quase que instantaneamente. Mas é válido deixar claro que a intenção da imprensa burguesa claramente não foi de tirar do ar alguém que se mostrou claramente racista -como acredita e propaga a esquerda pequeno burguesa- mas sim de amenizar os ânimos de seu público e atender a vontade dos anunciantes, que, como todos sabem, não anunciam se a emissora perde sua audiência.

Na nota em que a emissora afasta o jornalista, tece a ele elogios e tenta desvinculá-lo de sua fala e do preconceito que demonstrou ter.

Em um texto que publicou no jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Demétrio Magnoli tratou de defender Waack do que diz se tratar de um linchamento virtual. Em meio a frases e mais frases que enrola para no fim defender o indefensável, Demétrio tenta colocar todos como iguais; como vítimas de séculos de violência, exclusão e preconceito. Ora, a que violência, a que preconceito e a que exclusão um homem como William Waack esteve sujeito em sua história? Trata-se, aqui, de uma tentativa de fazer o leitor se sensibilizar por saber que realmente a história da sociedade brasileira é composta por esses elementos, mas, de forma alguma, são razão para justificar as falas tolas e baixas do jornalista.

Ainda, em seu texto, Demétrio escreve outro parágrafo intrigante, no qual afirma que a frase emitida por Waack se deu na esfera privada e que, por isso, é menos preocupante que se ela mesma tivesse sido dita na esfera pública. Assim, vivem-se tempos em que para o público se diz uma coisa; um pensamento maquiado e sem qualquer resquício de preconceito. Mas, em casa, quando não se é visto, tudo é permitido e os preconceitos afloram.

Não é porque  William Waack não teve coragem de dizer tais barbaridades em frente às câmeras que seu preconceito é menor. A tentativa de esconder o que realmente se pensa preocupa e faz com que diminua o debate. Afinal, se o vídeo não tivesse vazado, nunca o jornalista saberia da extensão dos danos que seu pensamento ridículo teria.

Quem pegou carona com esse texto enfadonho foi o golpista togado Gilmar Mendes, que o elogiou e declarou apoio em sua conta no twitter.

 

Outro que saiu em defesa de William Waack foi o jornalista Reinaldo Azevedo, ex integrante do corpo editorial da golpista Veja. Sobre esse, não há muito que se dar atenção, visto que, no texto em que sai em defesa de Waack, o faz claramente pela amizade que os dois mantém e pela cordialidade com o também colega de profissão.

 

No único argumento que levanta em favor de Waack, Reinaldo Azevedo questiona a caretice daqueles que levaram a sério aquele comentário que ele entende como uma simples brincadeira.

 

Outros que saíram em defesa do infeliz jornalista foram Augusto Nunes, jornalista da revista Veja, da rádio Jovem Pan e apresentador do programa Roda Viva, que apoiou e continua dando suporte para o golpe de Estado, e a conhecida fascista do SBT, Rachel Sheherazade. O primeiro, assim como Reinaldo Azevedo, trata do caso com um mero olhar de uma amizade que já se prolonga por mais de 50 anos, e que, não somente por isso, o torna incapaz de ver o racismo presente no comentário de William Waack. Já Sheherazade faz pior, e se ajoelha do que diz ser o brilhantismo do ex apresentador da rede globo, e diz inclusive que sem William Waack não dá; concluindo com a ideia de que o jornalismo brasileiro caminha para a completa acefalia.

 

Visto o grande apoio que nomes da grande imprensa nacional ofereceram àquele que claramente cometeu crime de racismo enquanto jurava não ser visto, a conclusão não pode ser outra, senão que William Waack não é um racista solitário, mas somente um jornalista racista dentro do monopólio da imprensa golpista, que, por sua natureza, é completamente preconceituosa.

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