Trabalhadores dos Correios de Campinas aprovam greve contra o fim do plano de saúde

Compartilhar:
Trabalhadores dos Correios de Campinas aprova greve assim que TST for julgar plano de saúde da categoria

A direção golpista dos Correios, nesta terça (07-11), através de uma petição exigiu que os ministros biônicos do TST (Tribunal Superior do Trabalho) julguem a cláusula 28 (Plano de saúde) que ficou de fora do Acordo Coletivo 2017/2018, assinado pelo sindicalistas do novo Bando dos Quatro (sindicalistas do PT, PCdoB, PSTU e diretores do Sintect-MG – LPS).

A ECT se apóia justamente no fato de que os sindicalistas do novo “Bando dos Quatro” assinaram um “cheque em branco” para que o TST aprove as mensalidades e demais ataques ao Plano de saúde, redigindo o novo texto da cláusula 28° do ACT 2017/2018.

Com a eminência do plano de saúde da categoria ser atacado brutalmente pelo TST, através de retirada de 52 mil pais/mães do plano, pagamento de mensalidades, aumento no compartilhamento dos serviços etc, pois o ministro golpista Emmanoel Pereira já anunciou essas medidas, os trabalhadores dos Correios de Campinas em assembleia aprovaram a inclusão de uma greve urgente no calendário de lutas da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

A assembleias dos trabalhadores dos Correios de Campinas e região, realizada no dia 09 de novembro às 19 horas, com cerca de 50 trabalhadores, aprovaram por unanimidade que a categoria deve ter como dia indicativo para deflagração da greve, um dia antes do julgamento do plano de saúde da categoria pelo coletivo de ministros do TST.

E ainda, com a deflagração da greve, os sindicatos devem imediatamente enviar os trabalhadores para Brasília, afim de realizar um ato em frente ao TST, com o intuito de pressionar os ministros biônicos do tribunal, a fim de que eles saibam, ao vivo, qual é posição da categoria sobre o plano de saúde, que é justamente a de não pagar mensalidades, já que o plano já é pago pela categoria, através do lucro da empresa gerado pelo suor do trabalhador, além da manutenção de todos os direitos incluídos no plano atual, inclusive com a possibilidade de inclusão de pais e mães daqueles trabalhadores que ainda não o fizeram.

Os trabalhadores de Campinas ainda deliberaram que essa proposta seja enviada à Fentect e aos sindicatos filiados a esta federação a fim de que essa deliberação se transforme em uma proposta para unificar a categoria na luta contra o ataque ao plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, pois a direção da ECT só está esperando a destruição desse benefício para aprofundar o processo de privatização da empresa, o que acarretará na retirada de outros direitos e na demissão de dezenas de milhares de trabalhadores.

artigo Anterior

Charge por Ademir Almeida

Próximo artigo

11 de novembro de 1955 – Movimento 11 de novembro: militares movimentam-se para impedir posse de Juscelino

Leia mais

Deixe uma resposta