Até por morte de cachorro direita investiga Dilma

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Até por morte de cachorro direita investiga Dilma

Em 2016, o cachorro da presidente deposta ilegalmente pelo golpe, Dilma Rousseff, morreu de uma doença crônica, em que teve de sofrer eutanásia. Na época, alguns direitistas escandalosos começaram a esbravejar mentiras sobre a morte do cachorro, espalhando boatos de que Dilma o teria matado ou mal-tratado, fazendo a campanha moralista tradicional da direita. Os jornais golpistas, financiados pela burguesia, estavam em uma ferrenha campanha de desmoralização da presidenta e de ataques ao Partido dos Trabalhadores, a final 2016 foi o ano do golpe.

A revista Veja, que dá voz aos elementos mais reacionários da direita brasileira, no dia da morte do cachorro, comentou que ele tinha sido “abandonado em Brasília” pela Dilma, e que teria morrido diante da conturbada vida de Dilma, cheia de problemas e escândalos de corrupção. Associando a vida do cachorro à relação entre Dilma e Zé Dirceu (que deu o cachorro) – perseguidos diariamente pela imprensa golpista, onde são descritos como os vilões mais horrorosos da história, origem de todos os males.

Assim sendo, o presidente da Frente de Proteção aos Direitos dos Animais na Câmara, deputado Ricardo Izar (PP, partido do Paulo Maluf) – típico político burguês golpista – entrou com um processo na PGR, alegando relatos de que Dilma estaria mal-tratando o Nego, seu cachorro. E a Justiça Federal de Brasília ordenou sua a investigação.

O fato serve para bem demonstrar a consequência real das leis repressivas usadas com a desculpa da defesa dos animais. Além de não defender em nada os animais, ainda servem como mais uma brecha para a repressão das classes dominantes. Pois obviamente os instrumentos de poder do estado capitalista estão nas mãos de representantes da burguesia. O deputado encarregado de “defender os animais” é um golpista, que é autor direto de todos os crimes que estão sendo cometidos contra a classe trabalhadora. Foi a favor do impeachment fraudulento, comprado por Cunha; a favor do fim da CLT, na votação da reforma trabalhista, na qual votou “SIM”; a favor da Terceirização; e de todos os outros projetos do golpe de estado.

Dilma Rousseff, à medida em que começa a se defender contra o impeachment, passa a ser mais abertamente perseguida pela direita. Nessa caso, um legislativo corrupto, um judiciário repressivo e a polícia, cachorros armados das classes dominantes, estão perseguindo uma Presidente legitimamente eleita por 54 milhões de votos, que até agora não acharam um crime contra ela, e por isso apelam para os “mal tratos” a animais.

Sendo assim, a luta pela anulação do impeachment é de importância primordial para o desenvolvimento da luta contra o golpe. É uma reivindicação que leva à polarização com os golpistas, pois confronta diretamente um dos principais pilares do golpe, no qual foram gastos centenas de milhões para aprovar no congresso, mobilizar artificialmente os setores mais ricos da sociedade e fazer propaganda contra o governo. O impeachment foi uma peça-chave do golpe de estado dado pela direita, a luta contra ele é fundamental para contra-atacar em conjunto as consequências do golpe e da ofensiva fascista, que se mobilizou à partir dele.

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