Ser capacho dos EUA é normal para general do Exército brasileiro

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Ser capacho dos EUA é normal para General do Exército brasileiro

“Teoria da conspiração”. Com essas palavras o general Guilherme Theofhilo, comandante responsável pelos exercícios militares multinacionais na Amazônia, que estão sendo realizados em Tabatinga-AM, classificou as críticas que vem sendo feitas ao trabalho conjunto envolvendo forças militares de potências estrangeiras que estão participando do “Amazonlog”.

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Além de “observadores” internacionais de países europeus e também do Japão, participam forças militares de países do continente sul-americano, como Peru e Colômbia, além, obviamente, dos Estados Unidos, principal potência bélica mundial, com um histórico de apoio a golpes e intervenções militares diretas nos quatro cantos do planeta.

Os ianques fazem parte da coordenação das ações, além dos países da tríplice fronteira (Brasil, Peru e Colômbia). O fato dos militares norte-americanos estarem à frente da missão como coordenadores já lança uma séria suspeita sobre o caráter “pacífico e humanitário” dos exercícios militares.

No entanto, o oficial brasileiro não vê nada demais na presença dos EUA em território nacional coordenando os trabalhos. E ainda caracteriza como “teoria da conspiração” as críticas à postura de servilismo da principal força militar brasileira. Não é de se surpreender. O Exército brasileiro tem um longo histórico de “capachismo” e submissão aos norte-americanos.

No golpe militar de 1964 – conspiração dos quartéis que derrubou um governo legitimamente eleito – os generais”nacionalistas” brasileiros se socorreram da assessoria direta dos especialistas em golpes do Tio Sam. Sabe-se hoje – de forma aberta e ostensiva (mas que já era de domínio público desde quando o golpe foi dado) – que os norte-americanos tiveram participação direta não só no plano e na conspiração, como na execução do ato golpista.

O Adido Militar ianque no Brasil (Coronel Vernon Walters) teve participação ativa no golpe, colaborando abertamente para o assalto à Brasília, depondo o presidente João Goulart, o Jango. Naquela ocasião, os norte-americanos se colocaram ao inteiro dispor dos golpistas brasileiros para consolidar o golpe, oferecendo apoio militar, logístico e material, inclusive com o deslocamento de uma frota naval para a costa marítima brasileira. Até mesmo a força aérea dos EUA foi mobilizou para apoiar a ação golpista.

Portanto,” a troca de experiências para intervenção em situações de desastres e catástrofes naturais”, que os militares alegam ser a finalidade precípua dos exercícios militares, na verdade é a cortina de fumaça para outros objetivos, particularmente neste momento onde diversos oficiais de alta patente do Exército já levantaram a voz para ameaçar o país com uma nova intervenção militar.

Em política, obviamente, nada acontece por coincidência. A presença do Exército intervindo em várias situações país afora e agora com os exercícios militares conjuntos na tríplice fronteira próximo à Venezuela, tendo os Estados unidos como uma das forças que participam da coordenação das ações, é um indicador seguro de que há algo no ar além dos aviões de carreira.

Estejamos atentos, pois o golpe militar é iminente e só uma ampla mobilização popular será capaz de enfrentar os golpistas fardados.

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