RJ: novo interrogatório de Sergio Cabral evidencia ditadura e crise

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Novo interrogatório Cabral-Bretas

A crise no Estado do Rio de Janeiro se aprofunda à cada dia. Em plena intervenção das forças armadas nas ruas do Estado, sob o falso pretexto de combate à criminalidade, o MPF lança mais um ataque à Sérgio Cabral (PMDB), ex governador do Rio de Janeiro, o (MPF) pediu e o juiz Marcelo Bretas acolheu o pedido de transferência de Cabral a um presídio federal.

Rascunho automático 67

A mudança não ocorreu porque Cabral recorreu e o ministro do STF Gilmar Mendes que determinou a permanência no Rio. Embora seja impossível defender ou enxergar quaisquer qualidades nos governos de Sérgio Cabral, temos que ter uma visão clara da disputa política que se trava nessa arena e também no cenário nacional.

Nessa quarta-feira (8), ocorreu o interrogatório na 7ª Vara Federal Criminal entre o Juiz Marcelo Bretas e Sergio Cabral(PMDB), o juiz pediu novamente pediu a transferência do acusado, pois alega que o ex-governador está financiando a montagem de diversos dossiês contra seus investigadores,o ex-governador teria um fundo milionário para financiar uma devassa na vida dos integrantes da Lava Jato no estado. Também alega que seria montado um “cinema” com uma televisão de 60 polegadas. E que o Sergio Cabral monitora a vida da família de Bretas.

Temos uma queda de braço entre a direita mais profundamente ligada ao imperialismo, como o PSDB, DEM, e o sistema judiciário de um lado e a direita que possui raízes em oligarquias locais e capitalistas menores, como o PMDB e siglas menores como PL e PP de outro. No Rio de Janeiro essa disputa se reflete na atual perseguição de políticos influentes do PMDB, como Sérgio Cabral, que encontra-se preso.

Esses ataques se dão numa conjuntura onde o governo do PMDB estrangulou a UERJ e a obrigou a fechar as portas, privatizou a CEDAE e tem muitos meses de salários atrasados em quase todo o funcionalismo público fluminense, enfim, quando o atual governo não possui nenhum tipo de apoio popular. Isso para não lembrar do papel que o PMDB teve no golpe dado em Dilma Rousseff.

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