Em entrevista, PCdoB não consegue explicar porque vai lançar candidata a presidente

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Em entrevista, PCdoB não consegue explicar porque vai lançar candidata a presidente

A recém lançada pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D´Ávila deu uma entrevista em Brasília, nesta quarta-feira (08) para tentar explicar os objetivos de sua candidatura em 2018.

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Manuela, que também é deputada estadual no Rio Grande do Sul, se limitou a dizer que sua candidatura tem como objetivo a formação de um Frente Ampla de partidos e movimentos sociais.

No entanto, por diversas vezes na entrevista disse apoiar a candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva do PT, e que seu partido não está rompendo suas alianças com o PT, com o qual mantém relações fraternas.

A pergunta que Manuela e o PCdoB não conseguem responder é a de que se o partido e a própria Manuela apoiam a candidatura de Lula, porque então lançar candidatura própria?

E mais, se o objetivo da candidatura do PCdoB é a formação de uma frente ampla de partidos e movimentos populares, parece lógica que a candidatura da Manuela não serviria minimamente para criar essa tal frente. Ainda mais com o PCdoB à frente, com sua candidatura.

Se existe alguém no país que possa encabeçar algum tipo de movimento de frente ampla no Brasil é Lula, o que restaria ao PCdoB e sua pré candidata a se juntar a frente ampla organizada por Lula e o  PT.

O que fica nítido nas posições que o PCdoB vem tomando após o impeachment  de Dilma Rousseff, e a destituição do governo do PT, do qual ele fazia parte, é de que o PCdoB já virou a página do golpe faz bastante tempo, apoiando o deputado golpista do DEM, Rodrigo Maia, para presidente do Congresso Nacional e o recente acordo com o governo golpista de Temer, através de sua central sindical, a CTB, em torno de um novo tipo de imposto sindical, aonde também participou desse acordo, a Força Sindical e a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Por isso, para entender a candidatura da Manuela pelo PCdoB à Presidência, temos que analisar quem perde e quem ganha com essa candidatura.

E pelas contas, não restam dúvidas de que política do golpistas sairia fortalecida, já que coloca a militância de esquerda que gostaria de lutar contra o golpe, a se concentrar apenas nas eleições de 2018, que tem uma grande probabilidade de sequer acontecer.

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