Ciro: não perdoo golpistas, trabalho para eles

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O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) lançou críticas ao ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva pelas alianças que este último vem fazendo com políticos e partidos golpistas. Segundo Ciro Gomes, vai ser difícil sustentar que o impeachment foi um golpe de Estado com Lula perdoando e “confraternizando com os golpistas”.

A crítica, entretanto, foi totalmente demagógica. Ciro Gomes, por muitos anos, foi declaradamente de direita. E, ainda hoje, é o “queridinho” da burguesia golpista.

Ao criticar Lula, Ciro Gomes se esquece de suas próprias origens. Esquece-se que debutou na política pela direita, estreando no Partido Democrático Social (PDS). Vale recordar que o PDS foi, então, apenas um novo nome dado à velha Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido criado pelos militares em 1965 para dar sustentação à ditadura militar. Grande parte dos quadros da ARENA, hoje, integra o Democratas (DEM). Ciro fez parte desse time direitista.

Há pouco mais de 2 anos Ciro Gomes foi convidado para ser um dos Diretores da Transnordestina Logística S/A, subsidiária da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). A empresa pertence a Benjamin Steinbruch, que também é vice-presidente da FIESP, um dos donos do grupo Vicunha e um grande apoiador – como, de resto, toda a FIESP- do impeachment (golpe) contra a presidente Dilma Rousseff. Ressalte-se que Steinbruch é o mesmo que disse que os empregados deveriam comer com uma mão e operar a máquina com a outra.

Segundo o Estadão, Ciro Gomes tem uma “relação antiga” com Steinbruch. Durante a campanha eleitoral de 2002, Ciro Gomes utilizou um jatinho de uma das empresas do grupo Vicunha. Em 2006, quando Ciro Gomes elegeu-se deputado federal, a CSN doou R$ 500 mil para sua campanha.

Ao lado de Mário Covas e Tasso Jereissati, Ciro Gomes também foi, em 1988, um dos articuladores da criação do PSDB. Foi no PSDB que Ciro se elegeu governador do Ceará em 1990. E, há pouco mais de dois meses, era Ciro Gomes quem estava apoiando Tasso Jereissati, seu padrinho político, para ser o presidente do PSDB.

Por todas essas razões, a crítica de Ciro a Lula não poderia ser mais demagógica. Ciro Gomes é um político burguês, direitista, parceiro dos golpistas. Por essa razão, é fundamental que a classe trabalhadora mantenha-se consciente de que ele, Ciro Gomes, não representa os interesses dos trabalhadores, mas do grande capital. As alianças de Ciro Gomes falam muito de seu verdadeiro lado no cenário político nacional.

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