Médico dá alta para mulher com diagnóstico de “diabo no corpo”

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Mulher recebe alta em hospital por "diabo no corpo"

O caso aconteceu no Hospital Bosque da Saúde em São Paulo, a moradora de Cuiabá foi levada ao hospital após mal súbito, e logo em seguida foi mandada para casa. Durante o período que permaneceu internada, houve alegações de que a paciente estava constantemente agitada e que se recusava a certos processos, segundo enfermeiros que faziam o atendimento.

Ao ser confrontado, o hospital afirma que em nenhum momento houve maus tratos com a paciente, afirmando que seguiram todos os procedimentos legais durante o período de internação da paciente. Mas o que é dito pela paciente não corresponde com o que o mesmo afirma, a moradora do estado de Mato Grosso foi amarrada ao leito durante sua permanência, afirmou também que houve força usada por parte dos enfermeiros que ao realizarem o processo desnecessário, deixando-a com hematomas pelo corpo.

Depois disso, a paciente ainda chegou a ser transferida para cuidados psiquiátricos, que de acordo com os envolvidos no caso ela tinha problemas psiquiátricos, os mesmos problemas que foram desmentidos pelo psiquiatra que a atendeu. Logo após a ser submetida a todos esses procedimentos, ela volta ao hospital e é comunicada de que recebeu alta. Mas não acaba por aí o descaso, após sua volta, enfermeiros a amarram a cama e alegaram que ela estava com o “diabo no corpo”.

Este é mais um dos casos hospitalares em que se destaca o pensamento obscurantista dentro de instituições, onde médicos fazem uso de argumentos religiosos para o diagnóstico de pacientes, e os levam a situações constrangedoras. Isso demonstra explicitamente que esse é o objetivo da direita, retroceder em todos os aspectos e trazer à tona sua política conservadora, remetendo a tempos onde se fazia uso de práticas extremas para a “cura” de pacientes.

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