Dieese: privatização acaba com empregos e com o desenvolvimento

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Dieese: privatização acaba com empregos e com o desenvolvimento

No último dia 6 (segunda-feira) a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) organizou uma audiência pública para discutir as privatizações do governo federal, em especial a da Eletrobrás.

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Entre os especialistas que participaram da audiência está o professor Nelson José Hubner Moreira, que afirmou que, com a venda da Eletrobrás, daqui a cinco anos, o país estará discutindo racionamento e explosão dos preços de energia no Brasil.

Diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, também participou do evento. Para ele, ao transferir ativos à iniciativa privada, o país entrega sua soberania e permite um impacto severo sobre os empregos e sobre o desenvolvimento local. Segundo ele: “Não há caso de um país gigante como o Brasil que entrega seus ativos para o controle internacional. Não há experiência histórica. A gravidade dessa transferência dos ativos estatais está integrada a uma entrega mais dramática. O que estamos fazendo é uma entrega do maior volume de ativos reais disponíveis no planeta para uma riqueza patrimonial”.

Clemente Ganz se manifestou também contrário à venda da Petrobrás, do pré-sal e de recursos naturais, como acontece na Amazônia. “Muitas vezes não nos damos conta que uma grama de árvore da Amazônia vale milhares de vezes mais do que o petróleo. Nós estregamos a base florestal dos nossos cinco biomas, ou seja, estamos entregando a base produtiva da saúde, a maior reserva de água potável do planeta, a maior reserva agriculturável do planeta. Estamos falando das maiores reservas do mundo em um único território”, lamentou o especialista.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi outra presença na audiência e chamou o decreto assinado por Temer semana passada de inconstitucional. O documento facilita a entrega de ativos das estatais, sem a necessidade de aprovação do congresso.

Para o senador: “Estão tentando legalizar ilegalidades que já foram cometidas, em especial na Petrobras. A Petrobras vendeu 66% do campo de Carcará, do pré-sal, sem licitação, para a estatal norueguesa, com o preço do barril de petróleo saindo a US$ 2. Isso é um presente”.

Como mostram as avaliações dos especialistas, acreditar no desenvolvimento do país a partir do dinheiro de privatizações é uma ilusão. O governo golpista está buscando entregar a soberania e patrimônio nacional, o que, em longo prazo significa redução de investimentos efetivos, logo, redução e atraso no desenvolvimento e na geração de empregos.

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