“Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa”

Compartilhar:
"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa"

No dia 7 de novembro, a maior revolução que a humanidade já viu, a Revolução Russa, completou 100 anos. Tal acontecimento não abalou apenas a Rússia, mas o mundo inteiro.

O PCO, que defende uma revolução tal como a russa, realizou, no Centro Cultural Benjamin Péret, um grande ato para celebrar e defender a tomada do poder pelo proletariado russo em seu centenário.

"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa" 1
Ato realizado no CCBP

O ato iniciou-se com a fala de alguns dirigentes do Partido da Causa Operária. O companheiro Rafael Dantas, membro da direção nacional, foi o primeiro a intervir sobre o assunto, destacando o feito do PCO em torno da Revolução Russa, realizando palestras sobre vários aspectos e questões do acontecimento, a 40ª Universidade de Férias, além de artigos no DCO. “Nenhum partido debateu tanto e estudou tanto [a Revolução Russa] como nosso partido”, afirmou Rafael em sua fala.

“Nosso estudo e nosso trabalho sobre a Revolução Russa não se resumiram, não se encerraram, de modo algum, com a chegada dos 100 anos; pelo contrário. Nós temos planejados pelo menos dois livros e outros que virão pelo caminho, e estamos também planejando uma edição do jornal Causa Operária para que a gente leve o debate, a compreensão do Partido do problema da Revolução Russa para um número ainda maior de pessoas.”

"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa" 2
Rui Costa Pimenta no ato em comemoração aos 100 anos da Revolução Russa

“Nosso partido não encara a Revolução Russa como uma lição de História, uma data comemorativa, um fato que apenas serve de pano de fundo para a atividade do nosso partido hoje. Não falamos gratuitamente em Revolução Russa”, afirmou Dantas: “Nosso partido tirou as lições e leva isso à prática, cotidianamente; ainda mais neste momento de importância decisiva que é a luta contra o golpe, a derrota dos golpistas e a tarefa de erguer um verdadeiro partido operário, revolucionário e comunista no Brasil”.

Em sua fala no ato, o presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, destacou a Revolução Russa como “o maior ato de libertação” da humanidade, levantando que todas as reivindicações do povo oprimido, o proletariado, o campesinato, as mulheres, foram atendidas logo após a tomada do poder pelos bolcheviques e só após isto os países imperialistas, pressionados pela Revolução, adotaram tais medidas, de maneira limitada.

Rui também destacou que tudo o que foi conquistado, direitos trabalhistas, direitos democráticos, pelos bolcheviques, está hoje sendo “revogado”. “Uma legislação trabalhista, a brasileira, que foi resultado direto da própria Revolução Russa, hoje está sendo completamente revogada”, disse.

Destacou-se também sua fala de que, assim como Lênin, o artífice da Revolução, disse que a “Revolução Russa

"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa" 5
Todos cantaram o hino da Internacional Comunista

foi o ensaio da revolução mundial”, “para nós, ela não foi a última palavra, foi apenas o começo. Foi o primeiro passo. E nós temos certeza de que os passos seguintes serão dados, que a revolução proletária mundial se desenvolverá e será vitoriosa nos principais países do mundo”.

Por fim, Rui relembrou uma palavra de ordem de Vladimir Lênin, “a propriedade divide, o trabalho unifica”, “e através da unificação dos trabalhadores e de todos aqueles que trabalham na revolução, a revolução mundial será vitoriosa, completando a obra iniciada por Lênin, Trótski e milhares de outros militantes na Rússia de 1917”. Por isso, a tarefa do PCO é “fazer justiça à obra gigantesca que foi a Revolução Russa”, disse o presidente do PCO.

"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa" 6
Apresentação de dança Russa pela Cia Pássaro de Fogo

Encerradas as falas, todos os presentes cantaram o hino da Internacional Comunista, que é símbolo de luta do proletariado em torno de sua libertação desde as épocas da Comuna de Paris, em 1871, e que foi o hino da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas até 1944.

Ainda no ato, uma apresentação de dança russa da Escola de Dança Pássaro de Fogo. A apresentação teve ainda explicações das músicas interpretadas, levando a cultura russa a todos os presentes e a todos que assistiram à transmissão ao vivo do ato. Foram cinco coreografias belíssimas apresentadas aos convidados.

Logo após o ato público, deu início o jantar no Centro Cultural Benjamin Péret, com um cardápio especial com comidas típicas.

"Nós temos que fazer justiça à obra gigantesca da Revolução Russa" 4
Convidados provaram delicioso cardápio com entrada, prato principal e sobremesa típicas russas

De entrada foi servida uma sopa de beterraba, borsch, borscht, ou borche, que é uma sopa tradicional em diversos países do Leste Europeu como a Ucrânia, Polônia, Rússia, Romênia, entre outros.

O prato principal foi Steak Siberiano, Filé mignon com molho de mostarda e páprica e arroz e batata souté.  E de sobremesa foi servido Moka tort, um creme de café com bolacha champanhe e morango.

O ato político e a apresentação musical foram transmitidos ao vivo pela Causa Operária TV (veja abaixo).

 

artigo Anterior

A repressão aos “pancadões” nas periferias de SP

Próximo artigo

A repressão militar só será derrotada pela força

Leia mais

Deixe uma resposta