Militares argentinos mataram e torturaram músico brasileiro por engano

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No momento em que a cúpula das Forças Armadas Brasileiras vem a público ameaçar o povo brasileiro de realizar uma nova intervenção militar, caso eles achem necessário para manter a “ordem”, documentos da Marinha Argentina são revelados para confirmar a morte do músico brasileiro, Francisco Tenório Siqueira Júnior, preso e morto pela ditadura militar do general Videla.

O músico e pianista Tenório Júnior como era conhecido, fazia apresentações em Buenos Aires, acompanhando o violinista Toquinho e seu parceiro Vinicius de Moraes, quando foi preso por militares nas ruas de Buenos Aires, ao sair do hotel que estava hospedado a procura de cigarros.

Seu desaparecimento seu deu na noite do dia 18 de março de 1976, o que levou Vinicius de Moraes o procurar na embaixada brasileira na Argentina, que na época nada mais era do que uma sucursal das relações terroristas de ambos os regimes militares e ditatoriais do Brasil e Argentina.

Depois do fim das ditaduras no Brasil e na Argentina, os próprios militares argentinos que participaram da prisão de Tenório Júnior confessaram que o músico brasileiro foi preso por parecer com um militante comunista argentino, levado a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), onde foi torturado, e quando os militares deram conta do erro cometido, já não podiam desfazer o equívoco, pois Tenório estava muito machucado, então resolveram matar o músico brasileiro e desaparecer com o corpo.

Esse modus operandi das ditaduras militares na América Latina chegou a matar dezenas de milhares de pessoas. Somente na Argentina estima-se que 30 mil pessoas morreram nas mãos dos militares argentinos. Só nessa Escola de Mecânica das Forças Armadas, sob o Comando do capitão de Corveta Jorge Acosta foram mortos cerca de 5.000 pessoas.

Esse mesmo capitão, condenado à prisão perpétua pelos seus crimes cometidos na ditadura militar Argentina é que enviou um ofício ao embaixador brasileiro na Argentina, onde confirma a morte sob tortura do músico brasileiro nas dependências da ESMA.

O documento vem assinado pelo torturador militar Acosta e Jacinto Rubem Chamorro, diretor da ESMA, centro de tortura no regime militar Argentino.

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