Quem morre mais? Pobre ou polícia?

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Uma matéria do programa Fantástico, da golpista Rede Globo, escancarou o cinismo da burguesia brasileira. No triste retrato da violência no Brasil, que mata milhares de trabalhadores todos os anos, a Globo expôs de forma superficial e parcial sua defesa da polícia que mais mata no mundo, colocando-os também como vítimas, enquanto matam a serviço da burguesia. A matéria se concentrou na morte de policiais militares no Rio de Janeiro, por meio da demagogia com os familiares dos PMs.

Em 2016, 437 policiais civis e militares foram mortos no país em confrontos ou fora do serviço, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 15 estados registraram aumento no número de mortes de policiais de 2015 para 2016. O líder, com 132 mortes, é o Rio de Janeiro. A polícia que mais morre é a segunda que mais mata no Brasil. Segundo o ranking do anuário de violência, o Rio de Janeiro só fica atrás do Amapá. Quem vive no estado da região Norte tem quase quatro vezes mais chances de ser morto pela polícia do que no resto do país.

 

Os números de assassinatos da população, escondidos pela grande imprensa capitalista, são muito mais assustadores do que o de policiais: 225 mil negros mortos em 10 anos.

A polícia hoje é o braço armado de um Estado burguês opressor, matam impunemente, matam por vingança, assassinam pessoas comuns, contra as quais não há nenhuma acusação, investigação formal, mandato de prisão, nada. Há casos absurdos como o da turista espanhola que foi assassinada pela PM sem motivo.

Há ainda a formação cada vez mais crescente de milícias fascistas de policiais no campo e nas cidades, responsáveis por genocídio de indígenas, assentados, pobres em geral, deixando de fora apenas os mais corruptos da sociedade, os seus patrões.

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Fato é que a própria polícia denomina suas matanças de “operação vingança”, criam músicas fascistas para entoar um ódio social sem precedentes, sendo treinados pela burguesia para ver no outro, no estranho, um inimigo em potencial. Uma típica lavagem cerebral aos moldes nazistas, vista em suas declarações oficiais, em entrevistas ou notas, após algum crime dos policiais. Estamos vivendo um estado de exceção, sob uma guerra contra a população, cujos alvos principais são os negros e pobres.

 

Nossa política programática é de extinção imediata dessa corporação assassina. Os PMs devem passar para o lado do povo na luta de classes, pois, enquanto fizerem parte dessa máquina de matar, a população pobre saberá que servem à burguesia golpista e não ao povo.

Os trabalhadores devem defender a dissolução da PM e organizar milícias populares por bairro para que a própria população organize sua segurança, pois a PM não passa de uma máquina de matar preto e pobre.

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