Aumento da violência contra a mulher: uma consequência do golpe

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Aumento da violência contra a mulher: uma consequência do golpe

Desde o golpe de Estado sofrido no país, uma das mais atingidas tem sido as mulheres, a começar pela derruba da primeira presidenta mulher eleita no país, que foi usurpada do poder. Houve um grande aumento no número de violência contra a mulher, elevação dos casos de estupros e a morte de mulheres. Não obstante, com o avanço dos golpistas a repressão aumenta para as classes mais oprimidas e alavanca a violência contra esses setores.

Fica claro que a questão da mulher está diretamente ligada com um problema político, visto que a luta das mulheres sempre consistiu pela reivindicação de direitos, ao ver as estatísticas isso se constata rapidamente, mostrando o desamparo do estado na afirmação de políticas que protejam e respaldem a mulher de fato. Está mais que evidente, com o aprofundamento do golpe houve um grande avanço para o massacre direcionado às mulheres. Exemplo disso é a reforma da Previdência, ela que visa igualar o tempo de trabalho da mulher ao dos homens, desconsiderando a existência da então dupla jornada vivida por uma massiva quantidade das mesmas.

Juntamente a isto, está as condições insalubres de trabalho na qual mulheres grávidas estão sendo postas, e a grande rejeição de empresas para as que já são mães. Todas essas questões estão acontecendo na prática, e é dessa maneira que a questão da mulher deve ser tratada, não é possível ater a fatos meramente ideológicos ou a resoluções que não discutam de fato a o opressão sofrida pela população feminina concretamente.

Os fatos constatados são a prova de que somente a unidade entre o movimento de mulheres, classe trabalhadora e estudantes, realizando grande mobilização pode derrubar a corja de golpistas que defendem o retrocesso de leis que protegem as mulheres e colaboram para o ataque sofrido por elas em todas as esferas.

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