Chega! É preciso seguir o exemplo dos estudantes da UFPE: por para correr os fascistas e fazer a direita recuar

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Centenas de jovens, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, deram uma importante lição de como lutar contra as provocações da direita fascista contra a esquerda, lideranças populares, exposições de arte, professores, negros, mulheres, gays etc. Provocações que cresceram exponencialmente com a vitoria do golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma, no ano passado.

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Liderados por organizações de direita, como o MBL, “Vem pra Rua” etc., financiadas diretamente pelo capital estrangeiro e promovidas pelo monopólio da imprensa golpista e tendo como “conselheiros” elementos que são representantes da escória humana como o ator pornô, Alexandre Frota, grupos de direita vem, nos últimos meses, atacando e realizando provocações contra pessoas indefesas, sedes de partidos de esquerda e de sindicatos, exposições de arte, palestras e outras atividades da esquerda. Como aconteceu na atividade na Câmara dos Vereadores de São Paulo promovida pela vereadora Juliana Cardoso, do PT, com a presença do senador petista, Lindberg Farias; debate promovido pelo PCdoB, em Belo Horizonte; palestra promovida pelo PCB, no IFCS da UFRJ, na cidade do Rio de Janeiro etc.

No último dia 27, o alvo foi a exibição de um filme sobre a ditadura militar, organizada pelo Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), liderado por jovens militantes de nosso partido, o PCO.

Na tarde de sexta-feira, dia 27, o filme “O Jardim das Aflições“, baseado na obra do fascista Olavo de Carvalho, foi exibido pela primeira vez em uma universidade. Como o diretor do filme é pernambucano, o local escolhido para essa estreia foi a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A iniciativa era uma contraposição, uma resposta política à exibição naquela mesma Universidade do filme direitista “O Jardim das Aflições”, que apesar de amplamente divulgado pela direita, teve pouco mais de 10 mil expectadores em todo o País.

Ao saberem da atividade do Comitê de Luta Contra o Golpe, os direitistas ensaiaram uma campanha contra o Comitê e contra a imprensa do PCO. Os militantes do Comitê, denunciaram a armações procuraram mobilizar os estudantes.  Sem sucesso na sua campanha reacionária e sem apoio entre a juventude mais esclarecida e no interior da UFPE, os direitistas levaram para a UFPE um bando de mercenários, bate-paus, skinheads etc., vários deles com camisetas e bótons com a inscrição “Bolsonaro presidente”, para tentar intimidar e cercear a liberdade de manifestação dos estudantes que participariam da exibição do filme no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).

As provocações dos direitistas fez crescer a manifestação dos estudantes, agrupando centenas deles contra os gangsteres aos gritos de “recua direita!” e “fora”.

Atuando de forma combativa, sem se deixar intimidar, os estudantes expulsaram os fascistas, colocando para correr os “valentões” cuja bravura só se mostra quando se trata de agredir, de forma covarde, mulheres, homossexuais e trabalhadores pegos desprevenidos e em minoria.

A ação deve ser tomada como um exemplo por todo ativismo de esquerda, pela juventude, pelos trabalhadores e todos os demais explorados e suas organizações.

Não se trata de perseguir os direitistas, de impedir que possam manifestar sua posições reacionárias e obtusas. Trata-se de agir – resolutamente, pelos meios que forem necessários – para impedir que um punhado de reacionários tente calar, censurar  e intimidar todo tipo de manifestação progressista, da esquerda etc. tente impor a proibição de manifestação cultural que se oponha ao seu arcaico pensamento religioso, preconceituoso, machista e obtuso da direita. Que um bando de bate-paus e apoiadores de governos golpistas, defensores dos interesses dos tubarões do ensino pago, e da repressão da juventude queiram impor a censura nas escolas  universidades por meio do “escola sem partido” e assemelhados.

A exemplar ação dos jovens pernambucanos, não foi a única. Há muitos exemplos de reações de setores mais combativos da esquerda contra a ofensiva da direita fascista. Mas é claro que falta uma compreensão mais ampla da necessidade de realizar uma campanha de denuncia da direita e de barrar sua ação provocadora, repetimos, pelos meios que forem necessários.

Em boa medida, porque a maioria da esquerda está paralisada e mergulhada em profundas ilusões democráticas, como a de que essa direita possa ser derrotada com discursos no parlamento, debates e em eleições que estão claramente ameaçadas de não ocorrerem, diante de um golpe militar anunciado por chefes doo exército, ou de se realizarem em um quadro de repressão da esquerda (prisão de Lula, cerceamento de toda esquerda), manipulação  fraude. Também porque sofre a influência paralisante de setores da esquerda que pregam que os fascistas e toda a direita sejam “enfrentados” não pela força da mobilização da classe operária e demais explorados, mas “com flores” e frases.

Saudamos a iniciativa dos companheiros da UFPE e chamamos a multiplicar seu exemplo. Unir e organizar o ativismo de esquerda, a juventude e os trabalhadores, e suas organizações de luta para enfrentar e derrotar as provocações e ataques da direita, colocá-la para correr e impulsionar a luta contra o golpe.

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