Polícia assassina mais um jovem na periferia

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Daniel de Oliveira Leite, de 19 anos, foi encontrado morto na noite de terça-feira (17/10) no Residencial Santa Cruz, em Rio Branco. A versão oficial da polícia é de que o jovem teria sido assassinado por membros de uma facção criminosa, mas a mãe da vítima afirma que ele vinha sendo perseguido por policiais e que sofria ameaças de morte por parte de membros da polícia.

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Além disso, a polícia também tentou dificultar o acesso dos familiares ao corpo do jovem, tendo inclusive agredido tios e avós do rapaz.

Essa denuncia é apenas mais uma dentre as milhares que surgem todos os anos de assassinatos cometidos por policiais na periferia das grandes cidades, sendo que a maior parte dos alvos são jovens pobres e negros. O caso de Daniel se soma ao de muitos outros jovens da periferia que sofrem com a brutal repressão da polícia brasileira, que serve como instrumento para amedrontar e eliminar integrantes da classe trabalhadora na periferia e instituir um regime de terror nos bairros operários por todo o país, a mando da burguesia e dos interesses dos capitalistas.

A verdade é que a policia é uma verdadeira máquina de extermínio a serviço dos capitalistas, não é à toa o Brasil tem, segundo relatório da Anistia Internacional de 2015, a polícia que mais mata no mundo. Desses homicídios cometidos pela polícia a maior parte seria de pessoas já rendidas, que já foram feridas ou alvejadas sem qualquer aviso prévio. Resta acrescentar quem são as pessoas mortas por essa policia assassina: são jovens negros e pobres moradores de bairros operários, como confirma o caso de Daniel (que inclusive era estudante).

Para combater esse verdadeiro massacre que ocorre todos os dias nas favelas e bairros pobres de todo o Brasil, a esquerda e movimentos ligados à classe operária tem que denunciar sistematicamente as arbitrariedades, a violência e a perseguição aos pobres realizada por essa instituição fascista que é a polícia além de levar adiante a luta pela imediata extinção da Policia Militar.

Por outro lado, talvez mais importante do que isso, seja a luta pelo armamento da população e pelo direito de autodefesa da classe trabalhadora, pois para resistir ao fascismo e à perseguição da polícia não basta denunciar a violência dos policiais, é preciso lutar para que a classe operária tome em suas mãos os meios para se opor a esta violência e levar adiante a luta pelos seus interesses.

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