A ordem é privatizar o Brasil

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A privatização do Brasil, em todas as áreas, desde o nosso pré-sal, nossa tecnologia nuclear, a Casa da Moeda, a Eletrobrás e tantas outras, inúmeras, como agora a Chesf (Companhia Hidrelétrica do  São Francisco) surgem como uma voz imperiosa de comando do governo golpista e usurpador e que vai diretamente contra as diretrizes da gestão da presidente legítima e deposta pelo golpe, e que em poucos meses mostrou a que veio, sem delongas, sem constrangimento, sem pudor.

Pela rapidez com que as metas de neoliberalismo foram impostas nos últimos meses pelo governo de Temer, confirma-se que era um plano antigo e bem elaborado. Com certeza, a direita golpista articulou este plano desde o primeiro dia do mandato de Lula, e que, apesar de todos os esforços contra as suas gestões, tiveram que suportar incrédulos o segundo mandato do petista, e não engoliram o terceiro com a eleição de Dilma, e não conseguiram digerir o quarto mandato do PT com a reeleição da presidenta.

Só que, desta vez, simplesmente foi dito que isso não seria aceito, e o golpe tomou forma, e para isso comprou-se parlamentares, houve troca de favores, liberação de verbas, disposição de cargos, e o judiciário apoiou toda a negociata e o desfecho inglório para os brasileiros de bem, trabalhadores e operários, que amarguraram uma derrota inicial, mas que, com o tempo, os tem fortalecido, e podemos afirmar que hoje as grandes falcatruas que estavam maquiadas de bons propósitos foram se revelando um monstro da ineficiência e da corrupção.

Assim, ininterruptamente, a cada dia, surgem mais e mais provas e evidências contra o PSDB e o PMDB, que compram também os outros partidos aliados, de todas as formas, e temos no País um governo de corruptos e corrompidos.

O setor elétrico é o próximo passo a ser dado na venda da nossa soberania, e o que vai restar ao Brasil, depois de todas as privatizações, é um povo escravo dos custos das privatizações e da tecnologia estrangeira, a um custo bem mais alto do que temos hoje com nossa produção nacional. Mas, aí também, a classe média brasileira, que tanto aplaudiu como bateu panelas contra uma presidenta honesta e eleita legitimamente, vai entrar pagando o seu quinhão do desajuste financeiro criado e vai ter seu lugar garantido na história do Brasil. Depois de conquistar seu apoio, os golpistas vão descartar seus batedores de panela, atirados junto com os trabalhadores ao moedor de carne das privatizações e da destruição do País em favor do imperialismo.

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