Mobilizar agora: outubro de 2018 está longe, os militares estão na esquina.

Compartilhar:

A política de apostar todas as fichas nas eleições de 2018 por parte da direção do PT, expressa na campanha Lula 2018, está desconectada da realidade atual, ou seja, da gravidade da situação política do país. Uma provável eleição de Lula em 2018, ao que tudo indica, representaria uma derrota aos golpistas, no entanto, a direita não irá aguardar até o próximo ano. Nas últimas semanas vimos uma intensificação do golpe de estado no país. As declarações de praticamente todo o alto comando do Exército defendendo uma nova intervenção militar, deixou claro que está sendo preparado nos quartéis um golpe militar, uma nova ditadura sobre o país.

A ameaça de um golpe militar, que foi tratada como algo trivial por toda a esquerda, ganhou reforço nos últimos dias na imprensa burguesa. O jornal golpista, o Estado de São Paulo, no dia 4 de outubro,  soltou uma matéria escrita por um general da reserva, na qual a intervenção militar é defendida abertamente. Outro fato que comprova que o golpe militar é algo que está na ordem do dia foi uma nota publicada por uma Associação Empresarial, a Associação Comercial Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, a ACIPG, expondo a posição de vários empresários que se colocaram em defesa do general Hamilton Mourão.

Diante da crise entre os golpistas, o golpe militar passa a ser uma saída para a burguesia. O alvo principal não é a “corrupção”, como propagam os militares, os quais tem nas costas um histórico de corrupção contra o povo durante os anos de chumbo, durante a ditadura militar, isso sem falar nas torturas, perseguições e mortes de milhares de pessoas, o alvo é justamente a esquerda e as organizações operárias, em especial o próprio ex-presidente Lula e o PT.

Nesse sentido, todas as forças devem se concentrar na mobilização do povo agora, é um erro esperar até 2018. Ou se derrota a ameaça de golpe militar nas ruas, por meio da força popular, ou toda a esquerda e todo o movimento operário sofreram um retrocesso sem precedentes. No próximo dia 11 de outubro está marcada uma primeira etapa dessa luta, o Segundo Ato pela Anulação do Impeachment em Brasília. É necessário impulsionar a mobilização de forma permanente com a formação dos comitês contra o golpe em cada escola, bairro e local de trabalho.

artigo Anterior

Forças armadas ocupam novamente Rocinha

Próximo artigo

Greve dos correios: o cinismo dos que traíram a greve e cantaram vitória

Leia mais

Deixe uma resposta