50 anos da morte de Che e as calúnias da direita

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No último dia 9, o assassinato de Ernesto Guevara de la Serna – o Che – completou 50 anos. Em 1967, depois de incitar e dirigir movimentos revolucionários por toda a América Latina e África, Che foi morto por militares bolivianos. Desde então, há um enorme esforço da burguesia imperialista, aparelhada pelos seus monopólios regionais de imprensa, para atacar a imagem do guerrilheiro e a revolução.

Como feito com outros líderes da esquerda subversiva ao longo da história, há uma intensa campanha para desqualificar sua atuação na explosiva Cuba pós-revolucionária. Agem, com cinismo, imputando a ele a alcunha de frio executor, quando na realidade tudo o que fez foi submeter sua liderança ao povo cubano, que buscou, nos primeiros momentos após a revolução, expurgar energicamente os cães de guarda do ditador Fulgêncio Batista. Há relatos, inclusive, de que Che teria, na medida do possível, controlado o ímpeto dos traumatizados cubanos, o que contribuiu para que a Revolução tenha se dado, em grande medida, de forma pouco letal. Afinal, o número de camponeses mortos por ruralistas no Brasil desde o golpe de 2016 – uma manobra abertamente reacionária – já supera o de mortos pela Revolução Cubana.

Biógrafos pró-imperialistas têm utilizado até os escritos pueris do líder para atacar sua história. Apaixonado pela revolução e consciente de contra quem ela se dava, sabia que seu papel na luta pela liberdade dos povos não seria pacífico e custaria – como custou – sua vida. Por isso, é atacado com a disparatada teoria de que seu maior intento seria morrer para virar um mártir. O argumento é estranho e denota o medo irracional que os imperialistas, os oligarcas e os burgueses têm da possibilidade de organização e luta dos oprimidos. Outra prova cabal deste temor é a histeria que Che causa nas facções fascistóides, como o MBL, que inventam dados e fatos ridículos para calunia-lo.

Para os comunistas, Che não é um mito religioso que deu sua vida pelo bem dos outros. Era um revolucionário, humano, real que foi morto covardemente depois de concluir uma parte de seus intentos. Obviamente, mexe com o imaginário, sobretudo do pequeno-burguês (esquerdista ou direitista), a história de um jovem médico que, podendo ter uma vida tranquila, entregou-se à proscrição em busca de uma América livre.

Che Guevara nunca será esquecido e merece a reverência a ele vertida. Em um mundo cujos heróis são sempre “mocinhos democráticos” com a chancela do imperialismo norte-americano, sendo todo o insurgente rotulado de ditador, Che é um importante símbolo do herói de terceiro mundo. É, quiçá, o bem-vindo prelúdio de que as vitórias mais importantes da classe trabalhadora mundial passarão pelo continente americano. Ele, todavia, será superado.

Outros líderes revolucionários tão obstinados quanto ele, belicamente melhor equipados e acompanhados por grupos mais numerosos de companheiros, com o apoio ainda mais amplo das massas oprimidas, terão êxito. Aí, então, a Revolução tomará o mundo e triaunfará, possibilitando à humanidade seguir seu inevitável caminho rumo ao Comunismo.

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