A reboque do PSTU, sindicalistas dos correios tem medo de enfrentar o golpe

Compartilhar:

Com o golpe de estado, a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) é uma das estatais que mais está a perigo de desaparecer.

O governo golpista de Michel Temer, em seu primeiro dia de governo golpista, anunciou no jornal golpista O Globo que iria vender mais de 50% das ações dos Correios, mostrando que essa empresa será alvo de sua política de entreguismo.

Para desempenhar essa função de lesa-pátria, foram convocados o golpista Gilberto Kassab do PSD (Partido Social Democrata) que apoderou-se do Ministério das Ciências, Tecnologia e Comunicações, e por sua vez, o direitista Guilherme Campos, deputado da bancada da bala pelo PSD foi nomeado presidente golpista da ECT.

Suas declarações na imprensa, câmeras de vereadores, assembleias legislativas e no Congresso Nacional é de corte de gastos com funcionários e serviços dos Correios, visando a sua privatização.

No entanto, os sindicalistas dos Correios que na sua maioria são do PT (Partido dos Trabalhadores) evitam levantar na categoria o debate sobre o golpe de estado, da necessidade de derrotar o golpe para derrotar a política de privatização dos Correios.

Em certa medida, por que tem medo da reação dos trabalhadores, já que nunca se defendeu dos ataques da direita contra o PT, mas em grande medida por ficar a reboque do grupo mais direitista da categoria, os militantes do PSTU/Conlutas, que até os dias de hoje defendem que não houve golpe de estado no país.

Os militantes dos PSTU/Conlutas que antes do impeachment, faziam a campanha da direita do “Fora Dilma”, de que o PT não era de esquerda, inclusive estimulando dos trabalhadores dos Correios queimar a bandeira do PT, agora dizem que o governo de Temer nada mais faz que o governo de Dilma fazia, ou seja, tanto faz como era antes, com o que é agora com os golpistas no poder.

Ou seja, segundo os lunáticos do PSTU/Conlutas, Dilma iria fazer a famigerada reforma trabalhista, terceirização em massa, congelamento dos recursos sociais por 20 anos, “reforma” da Previdência que acaba praticamente com o direito a aposentadoria, entrega de todo patrimônio nacional, empresas estatais, minérios, pré-sal, criminalizar os movimentos sociais etc. Só não conseguem responder que se Dilma iria fazer tudo isso, porque então a direita golpista quis dar um golpe nela e tirá-la do poder?

É obvio que se trata de uma análise política de uma organização que vive no “mundo da lua”. No entanto, o que não dá para aceitar é que os militantes sindicais do PT não lutem contra essas ideias de tipo MBL (Movimento Brasil Livre), organização de extrema  direita, que o o PSTU defende.

Os sindicalistas do PT sequer executam as deliberações do último foro da categoria o 34° Conrep (Conselho de Representantes) da Fentect ( Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) que através da intervenção de militantes do PCO (Partido da Causa Operária), deliberaram por campanhas contra o golpe, contra a prisão de Lula e pela anulação do impeachment.

Os sindicalistas dos Correios, de todos os tipos, principalmente os petistas  ficam defensivos diante da política direitista do PSTU e com isso, não defende seu próprio partido.

É necessário abrir o debate da luta contra o golpe com toda categoria ecetista. Os trabalhadores já perceberam que toda campanha contra o PT e seus dirigentes, como Lula foi realizada pela imprensa golpista para facilitar um maior ataque ao conjunto dos trabalhadores.

O movimento contra o golpe tem que se apoiar na mobilização dos trabalhadores , ao mesmo tempo que se combate a esquerda coxinha denunciando a aproximação de suas ideologias com organizações de extrema direita, como o MBL, Vem pra rua etc.

artigo Anterior

O Sol não pode ser tapado com a peneira: a greve dos Correios foi uma derrota

Próximo artigo

Golpistas querem acabar com o que restou do direito ao aborto

Leia mais

Deixe uma resposta