Atentado em Las Vegas vira pretexto para o desarmamento

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Aconteceu mais um atentado nos Estados Unidos, agora, em Las Vegas. É preciso dizer, em primeiro lugar que os atentados são uma espécie de tradição norte-americana. Volta e meia nos EUA alguém perde a cabeça e mata pessoas. Isso aconteceu aos montes naquele país.

Um dos debates levantados pelo problema é que se no Brasil o porte de arma fosse tão fácil como nos EUA, os atentados seriam multiplicados. Na verdade, quase todo mundo sabe que no Brasil é possível comprar uma arma com certa facilidade. Tem bastante gente armada, e nao será por falta de arma que o pessoal não comete atentados ao estilo norte-americano.

O que a direita não quer reconhecer é que a “exemplar” democracia dos EUA leva o pessoal a loucura total. Os massacres são resultado do regime que existe no país, e independe do porte de arma. Os massacres não tem nada a ver com porte de armas, pode-se ser usado, por exemplo, um caminhão para matar uma quantidade maior de pessoas.

Nos EUA o povo não aguenta a pressão da sociedade, que é mais policialesca do mundo, a mais vigiada, com milhares de crimes e penas. Isso sem contar a crise que o país está passando e outros fatores. Diante disso, a direita apresenta que a solução é o desarmamento.

Na verdade, querem tirar o direito do povo de andar armado, o direito de se defender à altura diante de qualquer ameaça, um direito fundamental. Quando se trata de direitos fundamentais, não se pode discutir a conveniência do direito, ele deve ser garantido independente das conveniências e acontecimentos.

Em São Paulo, por exemplo, tentaram impedir as passeatas na Av. Paulista, pois, segundo falaram, passam muitas ambulâncias pelo local. Mas, por exemplo, o direito à livre manifestação se sobrepõe a todas inconveniências.

Por outro lado, no Congresso Nacional criminoso, fizeram uma lei que deixa 14 partidos fora do tempo de TV, dos debates, do fundo partidário. Nesse caso, o melhor não é ter pouco partido, como apresenta a direita golpista. Organização do partido é um direito do povo, um direito político fundamental, e os direitos fundamentais não tem conveniência, nesse sentido, as condições para se criar um partido deveriam ser as mais fáceis possíveis.

Para quem é de esquerda, o único debate sobre os direitos, quaisquer que sejam eles, é o debate entre a opressão e a liberdade. A direita embola essa debate, e vai cassando os direitos que permitem que uma pessoa tenha alguma liberdade para se defender da opressão.

O desarmamento se resume em cassar o direito da população de resistir, o direito de lutar. Um povo armado não será dominado pelo Exército, pela polícia. É por isso que, embora fale, apenas como campanha eleitoral, a direita, na realidade, não defende o armamento do povo. 

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