Petroleiros rejeitam proposta da Petrobrás e mobilizam categoria para greve

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Na última quinta-feira, 05/10, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), formalizaram à empresa o resultado das assembleias, que com a participação massiva da categoria, rejeitou a proposta da companhia.

A Petrobrás ameaçou a categoria ao prorrogar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) até 10 de novembro e ofereceu 1,73% de reajuste salarial, índice correspondente à variação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) , a proposta da empresa também pretende mexer em diversos itens do acordo coletivo que concretiza a redução e a retirada de direitos, já visando estabelecer sua proposta de acordo com o previsto na “reforma trabalhista” sancionada pelo governo golpista e que entra em vigor a partir do dia 11 de novembro deste ano.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, avalia que a proposta da empresa tem viés ideológico e não se justifica do ponto de vista econômico. Petroleiros e Petrobras não entraram em acordo e deverão voltar a conversar na semana que vem.

Nesta sexta-feira, 06/11, o Conselho Deliberativo da FUP se reuniu para discutir estratégias de luta e negociação durante a campanha reivindicatória. O Conselho reafirmou a pauta dos trabalhadores de que não haverá acordo com retirada de direitos.

A FUP e seus sindicatos definiram pela realização de uma greve com controle e parada de produção a partir do dia 11 de novembro, se a Petrobrás retirar direitos da categoria e colocar em prática a contrarreforma trabalhista. A orientação é que os sindicatos intensifiquem as setoriais e realizem os seminários de qualificação de greve, com foco na parada e controle de produção em todas as unidades do Sistema Petrobrás. O Conselho Deliberativo também indicou que a direção da FUP intensifique ao limite o processo de negociação com a empresa.

Logo após a reunião do Conselho, José Maria publicou um vídeo mobilizando a categoria para a luta, colocando como essencial que petroleiros participem dos seminários de qualificação de greve que os sindicatos estão convocando e que tem como foco específico a parada e controle da produção. E ressaltou: “ Nós temos que exercitar isso em todas unidades da Petrobrás nas áreas administrativas e nas áreas operacionais, pois se a Petrobrás insistir em aplicar a nova contra reforma trabalhista que entra em vigor dia 11 de novembro, nós temos a obrigação de fazer uma greve para sacudir esta empresa e deixamos muito claro, como é perfil da categoria e da Federação, que iremos exercitar o processo negocial até o limite, tendo como objetivo central a manutenção do atual acordo coletivo de trabalho (ACT). Vamos participar, vamos lutar, porque o nosso acordo vai ter o tamanho da nossa luta.”

Na última terça-feira 03/10, a cidade do Rio de Janeiro realizou uma grande manifestação em defesa da Petrobrás e contra sua privatização pelos golpistas. Milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade e realizaram passeata que culminou com um ato em frente à Petrobrás, e que teve a participação do ex-presidente Lula, que usando o uniforme dos petroleiros, defendeu a Petrobrás como empresa pública.

Assim como a categoria dos petroleiros e a dos trabalhadores dos Correios, que vem sendo combativos contra a retirada de direitos e contra a privatização das empresas públicas do país, mobilizados em assembleias e articulando greves, é preciso manter firme o processo de combate aos golpistas, de conscientização da classe trabalhadora e invadir as ruas do Brasil.

No próximo dia 11 de outubro haverá em Brasília um grande Ato Nacional pela Anulação do Impeachment fraudulento, que visa exigir que o STF julgue os mandados de segurança da presidenta Dilma e que pode derrubar o golpe, restabelecer a normalidade democrática no país, além de barrar as retiradas de direitos e entreguismos impostos pelo governo golpista.

É imperativo que, neste momento de aprofundamento do golpe e de iminência de um novo golpe militar no país, a FUP e movimentos sociais se mobilizem neste sentido, somando-se às dezenas de sindicatos, políticos, militantes e dezenas de caravanas que já confirmaram presença e apoio ao ato em Brasília.

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