A negligência dos patrões e a CIPA nos frigoríficos

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Nas empresas com mais de 50 trabalhadores é obrigatório à realização de eleições para a formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), para os patrões dos frigoríficos, é uma mera formalidade.
A CIPA serve para fiscalizar, bem como cobrar dos patrões que as normas de segurança dentro da empresa sejam realizadas, que os equipamentos de proteção e segurança sejam entregues, sejam adequados às atividades exercidas pelos trabalhadores, que os equipamentos estejam em perfeitas condições para se trabalhar, as máquinas feitas às manutenções regulares, etc.
Os trabalhadores são os que tem condições de definir sobre todas essas questões, e poderiam melhorar as condições de trabalho e bem estar dentro das fábricas, no entanto a CIPA deve ser organizada e dirigida pelos próprios trabalhadores, sem interferência dos patrões. Porém, a legislação através da Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) estipula que os patrões também participem e escolham a metade de seus membros. Não contente com isso, os patrões, para garantir que nada seja feito em beneficio das melhores condições de trabalho, também inserem pessoas de sua confiança para serem eleitos, são em geral encarregados, pessoas do setor de recursos humanos e em determinadas situações até dirigentes da indústria.
Por esse motivo, entre outros, os frigoríficos tiveram em 2015 um aumento na quantidade de acidentes e doenças ocupacionais, uma situação alarmante no País.
Por esse motivo também, um funcionário do frigorifico Seara, em novembro de 2016 (naquela época tinha o nome de Braslo) perdeu parte de sua visão, quando encarregados pediram para que ele misturasse dois produtos químicos altamente corrosivos e a reação desses dois produtos ocasionou uma explosão e atingiu o olho do jovem.
Os trabalhadores deveriam estar utilizando uma viseira para a proteção dos olhos e os trabalhadores reclamavam esta proteção há muito tempo e, por economia de gastos os patrões não fornecia a viseira.
É por isso que, o técnico de segurança do trabalho da Seara, localizada em Osasco, região da grande São Paulo, membro, da Comissão Interna de Segurança do Trabalho (CIPA), por parte da empresa não tem tempo para auxiliar na segurança e bem estar dos trabalhadores dentro da fábrica, por que tem que tentar ludibriar os peritos que estão dentro da fábrica a todo o instante, a pedido dos trabalhadores que, ao saírem da Seara, do grupo JBS/Friboi, a qual deram muito lucro quando estavam lá dentro, entraram com ações trabalhistas para tentar rever o que os patrões lhes confiscaram, pelo menos em valor monetário, porque, em relação à capacidade de trabalhar em outras empresas, isso é quase impossível de acontecer.

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