Greve dos Correios termina com traição do novo “Bando dos Quatro”: PCdoB, PSTU, Articulação e LPS

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A greve dos trabalhadores dos Correios foi encerrada nesta sexta-feira (dia 06) após a traição das direções sindicais que controlam os sindicatos da categoria que orientarem os grevistas a votar pelo fim da greve e aceitando a proposta miserável elaborada pela direção golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e o ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Emmanoel Pereira.

Os sindicalistas dos Correios, ligados ao PT, PCdoB, PSTU e LPS – diretoria do Sintect-MG (novo Bando dos Quatro) defenderam que os trabalhadores acabassem com a greve e aprovassem o 2.07% de reajuste salarial, com a agravante de que a cláusula do plano de saúde da categoria, que está ameaçada pela direção da ECT,  seja decidida por fora do acordo, após sua assinatura, pelo próprio ministro vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Pior ainda, aprovaram  que os trabalhadores dos Correios tivessem seus dias de greve descontados ilegalmente pela ECT, uma vez que o ministro recuou da decisão de abusividade da greve.

Contra a proposta miserável se posicionaram a Corrente Nacional Ecetistas em LutaPCO -, sindicalistas independentes, da Intersindical e até setores do PT. A proposta foi devidamente rejeitada nas assembleias de base do Acre, Bahia, Campinas, Mato Grosso e Piauí.

Além da federação fantasma – Findect – presidida pelo PMDB, encaminharam pela aprovação da proposta da direção da ECT e TST golpistas, as diretorias dos sindicatos de Bauru (que não fez greve e aceitou a primeira proposta dos patrões), do Maranhão, de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins. Todos esses últimos entraram na greve uma semana depois do seu começo, e negociaram o desconto de apenas 8 dias da greve.

Da Fentect, aceitaram a proposta miserável as direções sindicais de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraiba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina , Santos, São José do Rio Preto -SJO, Sergipe, Vale do Paraíba e Uberaba.

 

O pior acordo de todos os tempos

 

Para os trabalhadores das bases sindicais da Fentect – maioria da categoria -, que realizaram mais de 16 dias de greve, irão compensar 8 dias aos sábados e os outros 8 dias serão descontados.

Com os descontos de 8 dias, que não poderão ser repostos, os grevistas terão um desconto de no mínimo 27%, que representa muito mais do que 2.07% de reajuste mensal que os sindicalistas traidores aceitaram.

Isso significa que perderão o equivalente a 27% de um salário mensal, mais do que receberão de reajuste a longo de um ano. Isso significa que – pela primeira vez em décadas, os trabalhadores não apenas não terão ganhos como também saem da greve com perdas salariais reais.

Já os trabalhadores aprisionados pelos sindicalistas da federação fantasma (Findect) do PCdoB e PMDB que só entraram em greve no dia 27 e terminaram sua greve no dia 05 de outubro, não terão descontos nos salários, se aceitarem compensar os 8 dias de greve nos sábados.

Com a traição do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e LPS),  a “unidade”  proposta da ECT/TST, os sindicalistas da Fentect serviram de avalistas da mutreta que a direção golpista da ECT e o ministro do TST fizeram com os sindicalistas da federação fantasma, punindo somente os grevistas da Fentect.

 

LPS: O novo integrante dos traidores do Bando dos Quatro

 

Se não bastasse a traição desses sindicalistas em terminar a greve da categoria com a pior proposta que a direção golpista da ECT/TST impôs “goela” baixo dos trabalhadores, os novos integrantes do Bando dos Quatro, a LPS – grupo de sindicalistas mineiros – ainda divulgaram uma nota surreal, afirmando que se trata de uma “vitoria”.  Repetem assim a tradicional conversa dos pelegos e traidores – dentre eles o conhecido pelego mineiro “Teixeirinha”, que ganhou cargo de chefia da direção da ECT, após assinar acordo contra a categoria – que afirmam que traição e vitoria são a mesma coisa

Nessa nota apresenta o pior acordo da categoria como vitória, depois de uma greve de 17 dias. Tentam enganar os trabalhadores dizendo que a greve  da categoria venceu as manobras da ECT  e do TST, que querem o fim do plano de saúde a fim de privatizar a empresa.

Os sindicalistas da LPS só esqueceram de explicar aos trabalhadores, porque se vencemos a ECT a direção golpista da ECT foi a primeira a aceitar a tal proposta, e mais,  porque se o plano de saúde não está mais ameaçado, ele ainda será objeto de decisão do TST/ECT em nova audiência com os representantes dos trabalhadores, após a assinatura do acordo coletivo 20172018 dos Correios?

Também seria importante os sindicalistas da LPS explicarem porque a “greve de maior abrangência do território nacional da categoria. Apenas o arquipelego Gandara, não aderiu ao movimento…” não conseguiu mais que o reajuste da inflação expurgada do governo golpista, além de descontos de greve e o eminente perigo da categoria perder seu plano de saúde, logo após a assinatura do acordo?

Segundo a LPS, novo integrante do Bando dos Quatro, se for verdade que 2.07% foi uma vitória, então infelizmente temos que dizer que o arquipelego Gandara tinha razão em não entrar na greve, pois o pelego do PMDB não entrou em greve por uma proposta melhor, a de 3%, mesmo sendo paga somente em janeiro de 2018, já que o índice é maior  e por isso, em questão de meses terá mais valor que os 2.07%, sem contar que em Bauru não vai ter desconto de greve.

É obvio que Gandara, “sindicalista” do PMDB, presidente da federação fantasma sabotou a greve a mando da ECT é um traidor da nossa categoria, mas quem aceitou a proposta da ECT/TST, que é pior a de que Gandara aceitou, é tão traidor quanto o pemedebista de Bauru.

 

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