Universidades públicas estão ameaçadas de extinção pelo governo golpista

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O golpe de estado não esconde mais seus objetivos de destruir o país e escravizar a população brasileira, a estrutura golpista com seus tentáculos em todos os setores (imprensa, Exército, Judiciário, empresas privadas) tem determinado à seu lacaio Michel Temer que venda o país inteiro, deixando dilapidado o patrimônio público, entregando riquezas e gerando uma mão de obra barata e desqualificada que aceite um subemprego em condições análogas à escravidão.

Para que parte desse plano direitista de certo e necessário que o governo do golpe liquide as possibilidades de desenvolvimento e qualificação do povo, assim a destruição das universidades é um dos objetivos centrais do Golpe.

O corte orçamentário promovido pelo governo vira-lata de Temer está afetando diretamente universidades federais, Quase todas elas têm demitido professores, terceirizado funcionários e racionalizado gastos para lidar com o déficit no investimento.  Uma lista de pelo menos 11 universidades apontaram mudanças drásticas na rotina orçamentária devido ao corte criminoso no orçamento promovido pelo governo ilegítimo.

Os cortes anunciados em março atingiram R$ 3,6 bilhões de despesas diretas do Ministério da Educação (MEC), além de R$ 700 milhões em emendas parlamentares para a área da educação. Levando em conta o total previsto, a pasta realizou um corte de 20% do orçamento para o custeio das universidades, e 40% da verba para obras. O governo golpista descumpre a lei e rouba das universidades parte de seu orçamento. Vale lembrar que é direito das universidades receberem todo o valor aprovado pelo Congresso Nacional, elas tem direito a 100% do valor. Se o Congresso aprova uma lei que diz que a Universidade tem direito a 100% deste valor, o governo tem que cumprir.

Outra tática inescrupulosa que os golpistas empurram goela abaixo das universidades é a terceirização, tal prática escravocrata vêm sendo tomada por universidades para barrar as consequências do contingenciamento. A demissão em massa é outra conduta que vem sendo adotada pelas demais universidades, como é o caso da Universidade de Brasília (Unb), que já demitiu 134 trabalhadores de limpeza, 14 jardineiros, 37 da manutenção, 22 da garagem, 32 vigilantes, 62 porteiros e 8 da copa, segundo informações da própria universidade.

Outras ações que vêm sendo tomadas incluem o controle de gastos com laboratórios, telefone, água e luz. Na Universidade Federal do Piauí (UFP), o levantamento apontou reclamações por falta de insumos nos laboratórios da graduação. Na manhã da última quarta feira (28/09) a universidade ficou sem água e teve seu restaurante fechado, o que prejudicou centenas de alunos e inviabilizou o funcionamento do campus.

Há também o caso gravíssimo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que está fechada, com salários e bolsas de estudo atrasados e aulas suspensas. Os golpistas querem privatizar a UERJ e este seria o passo inicial para aplicar a mesma política nas demais universidades públicas.

As atitudes das universidades, em consequência ao contingenciamento, representam a destruição do ensino público. A população deve entender que a ausência de verbas para as universidades não é um problema financeiro do Brasil, é uma decisão política do governo golpista que visa desmantelar o ensino superior no país, privatizando as universidades federais extinguindo assim o ensino superior público e gratuito no Brasil. Essa é a meta do Golpe, esse é o plano da direita golpista que retira direitos da classe trabalhadora enquanto essa não reage à altura.

É preciso radicalizar a luta contra o golpe. Montar comitês de luta contra o golpe e tomar as ruas para derrotar os golpistas. Fora todos os golpistas!

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