Abaixo a conspiração golpista na Venezuela

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Nos últimos dias, o imperialismo norte-americano vem intensificando a campanha de ataques e calúnias contra o governo popular de Nicolás Maduro, mandatário legítimo da República Bolivariana da Venezuela. O país vizinho está às vésperas de realizar eleições regionais e já se instalou no país um verdadeiro clima de guerra levado adiante pela ultradireita, apoiada e financiada, sem disfarces, de forma ostensiva e aberta, pelos Estados Unidos.

Os agentes direitistas a soldo do imperialismo não só atacam o governo, eleito de forma democrática e legítima, como atentam contra os mais elementares interesses do próprio país. Se valendo de organismos que estão sob o controle direto do imperialismo, como a Organização dos Estados Americanos, a direitista OEA, que tem como secretário-geral neste momento um cão de guarda do Tio Sam, Luis Almagro. Almagro usa o cargo para fazer uma campanha internacional para desmoralizar e desacreditar o governo de Nicolás Maduro, atacando e caluniando o regime bolivariano.

A mais recente investida dos norte-americanos contra a soberania da Venezuela é a instalação de um organismo clandestino e ilegal, o Tribunal Supremo de Justiça, na sede da OEA. A manobra ilegal – que conta com o respaldo do lacaio chefe da Organização – serve ao único propósito de lançar mais uma campanha de ataque contra os direitos do povo venezuelano. Diante de mais uma iminente derrota eleitoral, os ultradireitistas se preparam para atacar o resultado das eleições, constituindo uma instância ilegal, controlada diretamente pela direita pró-imperialista aliada de Washington. A direita venezuelana também organiza um boicote à presença de eleitores nos comícios dos candidatos bolivarianos.

Também dos EUA vieram efusivas comemorações oriundas do governador da Flórida, Rick Scott. Scott irá apresentar um projeto proibindo investimentos de empresas da Flórida na Venezuela, aumentando ainda mais o boicote econômico dos imperialistas, dentro da perspectiva de sufocamento da economia venezuelana. A intenção é colocar fim aos  investimentos estatais nas empresas que insistirem em negociar com o país bolivariano. Por fim, o objetivo do imperialismo é uma intervenção militar para controlar politicamente o país vizinho.

A crise histórica de caráter estrutural do capitalismo não deixa outra alternativa ao agonizante imperialismo senão o ataque às economias periféricas, na tentativa de estancar a monumental sangria do moribundo sistema, que se organiza, em todo o mundo, ao redor do lucro e da exploração. Na impossibilidade de controlar os países semi-coloniais através de regimes de fachada democrática ou semi-democráticas, o imperialismo investe com toda a sua habitual ferocidade contra aos direitos e as conquistas das massas, ali onde se instalam regimes que se opõem – ainda que de forma moderada – aos interesses dos capital estrangeiro.

Mais do que nunca está colocada a necessidade da construção de partidos operários revolucionários de massas em toda a América Latina e no mundo, como resposta aos anseios dos trabalhadores em se emanciparem do jugo do capital, pela derrota do imperialismo e pela construção do socialismo.

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