Militares são os maiores capachos do imperialismo

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Os militares e todos os aduladores das Forças Armadas que defendem a intervenção militar costumam dizer que são os maiores defensores do patriotismo e da honestidade. O problema é que a história e os fatos recentes comprovam exatamente o contrário.

Será mesmo que os militares – e demais coxinhas – são “patriotas”? A julgar pelas declarações dos generais que estão articulando o golpe militar, chegamos à conclusão que os militares na realidade são grande capachos, tão capachos do estrangeiro que são capazes de vender a própria mãe para agradar um capiatlista norte-americano.

O general Mourão, este mesmo que anunciou o plano de intervenção militar, aparece em vídeos com cara de grande personalidade moral, mas na verdade ele se revela um cachorrinho bem adestrado pelos imperialistas. Em uma declaração, ele afirmou duas coisas que revelam bem que seu patriotismo é na verdade uma veneração ao países capitalistas. Ele defende a privatização, o que para bom entendedor significa defender que as riquezas nacionais, essas que os militares deveriam defender, sejam entregues aos capitalistas estrangeiros.

Mas o mais revelador da declaração de Mourão foi outra afirmação em que ele diz: “carregamos dentro de cada um uma herança cultural tripla: a herança ibérica, do privilégio, todo mundo quer se dar bem; a herança indígena, da indolência e a herança africana, que é a da magia, que tudo vai dar certo (…) Temos que romper este ciclo”. O grande patriota Mourão tem verdadeiro asco da cultura brasileira. Só podemos chegar à conclusão de que o general venera mesmo são os imperialistas.

E deve ser essa veneração, essa paixão canina pelos alemães, que deve fazer Mourão cantar com tanta energia o hino Dragões do Ar, que é um plágio, uma cópia exata do hino da SS Nazista. Tudo isso pode ser conferido em um vídeo publicado no canal da Causa Operária TV. Mourão prova que é realmente um patriota…

Outro general, este o responsável pela segurança institucional de Michel Temer, o General Etcygoen disse, em entrevista, que o Brasil deveria vender tudo. Privatiza tudo. Um patriotismo de dar orgulho.

As décadas do regime militar brasileiro foram uma verdadeira farra para os estrangeiros, mais precisamente para os norte-americanos que ordenaram que os militares, tão patriotas, a darem o golpe contra seu próprio povo. E foi na ditadura também, enquanto os generais torturavam nos porões, que a corrupção no País atingiu seus maiores níveis. Obviamente que em um regime ditatorial, em que o povo é retirado de todo o direito de participação, aqueles que estão no poder estão livres para roubar o País o quanto quiserem.

Os militares foram um dos principais avalistas do governo Michel Temer. Sem os militares, sem a farsa da luta contra a corrupção, sem os coxinhas não haveria o governo de Temer, reconhecidamente corrupto. Portanto, dizer que uma intervenção militar serviria para limpar o país da corrupção é puro cinismo.

Por fim, é preciso dizer ainda mais uma palavra sobre os militares. Eles procuram se apresentar como defensores do povo. Não são. A realidade mostra que os milicos são muito machos quando se trata de enfrentar uma pessoa desarmada, um trabalhador na favela, um manifestante desarmado como no caso do capitão infiltrado entre jovens no ano passado. Mas quando se trata de enfrentar o imperialismo os militares falam fino, viram verdadeiros cachorros, que obedecem tudo o que os patrões mandam.

É esse tipo de gente que ameaça o País. É preciso combater os militares, é preciso denunciar e combater os golpistas.

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