Greve nos Correios: Lutar contra Guilherme Campos ou contra o golpe?

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Nesta sexta-feira (29-09) participei de uma manifestação dos grevistas dos Correios na cidade de Campinas.

Esta manifestação foi convocada pela diretoria do sindicato de Campinas em acordo com o Comando Nacional de Negociação e Mobilização da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) que tinha como objetivo fazer um ato na cidade de origem do presidente golpista dos Correios, Guilherme Campos.

Inclusive, nessa campanha salarial, os sindicalistas da Fentect levantam a palavra de ordem “Os direitos ficam, Guilherme sai”. Apresentam como solução da manutenção dos direitos dos trabalhadores e da ECT como empresa pública, a derrubada do presidente golpista Guilherme Campos de seus cargo golpista.

Os sindicalistas dos Correios dão a entender que a privatização da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e por consequência os ataques ao salários, benefícios e emprego dos trabalhadores dos Correios saiu da cabeça de Guilherme Campos e não de uma política golpista, orquestrada pelo Imperialismo mundial, que destituíram o governo do PT, através de um golpe de estado, materializado no Impeachment de Dilma Rousseff.

Os  sindicalistas que ignoram o golpe,  não respeitam nem as decisões do último Conrep (Conselho de Representantes) da Fentect, que por influência da política dos militantes do PCO (Partido da Causa Operária),  os delegados do encontro deliberam por uma campanha nacional entre os trabalhadores dos Correios contra o golpe, pela anulação do impeachment.

No entanto, os sindicalistas do PT que dirigem a Fentect não fazem a campanha contra o golpe, insistem em fazer de conta que não existe um golpe no país, em acordo com os sindicalistas do PSTU que sequer viu o golpe, e por isso negociam com o governo Temer como se estivessem negociando com um governo legítimo, exigindo desse governo tire o “crápula” Guilherme Campos da presidência da ECT.

No ato de Campinas, os sindicalistas da Fentect, ligados ao PT, Intersindical, LPS, PSTU, PSOL,  que participaram da atividade, se esborrachavam em gritar pelo fora Guilherme Campos, atacando a sua qualidade de administrador, mas sem esclarecer aos trabalhadores que Guilherme Campos é somente um golpista, que está no cargo a mando do governo golpista de Michel Temer, que por sua vez, seu governo golpista está a serviço de privatizar o Brasil inteiro, e não só os Correios.

A luta isolada dos trabalhadores dos Correios contra o presidente golpista da ECT, não só é infantil, como é insuficiente para derrotar a privatização, até porque se os trabalhadores dos Correios conseguirem derrubar Guilherme Campos, que atua como pistoleiro de aluguel, com a missão de acabar com o plano de saúde da categoria e seus demais direitos para viabilizar a privatização, o governo golpista ou até os militares, que estão ameaçando de dar um golpe militar, colocará um novo presidente que manterá a mesma política de destruição da empresa e demissão dos trabalhadores dos Correios.

A privatização dos Correios não é uma ação unitária dos golpistas, é uma política do governo golpista para todas as estatais, Eletrobrás, Petrobrás, Infraero, Bancos públicos etc.

Por isso centrar fogo em apenas um elemento golpista, sem lutar contra o golpe é uma limitação da luta, evitando ir na raiz do problema, que é o de unificar os trabalhadores brasileiros contra o golpe de estado, pela anulação do impeachment.

Está na hora da realização de uma grande plenária de todos os trabalhadores das estatais brasileiras para unificação da classe trabalhadora brasileira na luta contra o golpe de estado, que diante da crise que os próprios golpistas criaram, está se desenvolvendo rapidamente para um golpe mais repressivo, através de uma possível intervenção dos fascistas militares brasileiros.

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