A luta dos trabalhadores da Polar, a maior empresa privada na Venezuela

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Na sede da Conatel (Comission Nacional de Telecomunicaciones) em Caracas, fizemos uma reunião com companheiros representantes de base dos trabalhadores da empresa Polar, a maior empresa privada da Venezuela, que detém o monopólio da indústria de cerveja, refrigerantes, água, malte e alimentos do país.

A reunião contou com a presença de 15 trabalhadores que são parte dos representantes das organizações de trabalhadores nas empresas da Polar, que abrange mais de 100 mil funcionários.

Estes trabalhadores se encontram com o contrato de trabalho suspensos por motivos, principalmente, políticos já que têm posições socialistas e revolucionárias em defesa da revolução bolivariana e do chavismo.

Cláudio Machado, trabalhador da cervejaria Polar, líder sindical da categoria, encontra-se atualmente com o trabalho suspenso. Ele ressaltou a importância das organizações dos trabalhadores do Brasil e do mundo denunciarem o império que é a empresa Polar na Venezuela e o monopólio que ela exerce sobre um setor fundamental da economia do país.

Lorenzo Mendonça, dono da empresa, através do seu monopólio pratica uma política de apropriação das divisas do país. O empresário venezuelano lucrou somente de 2008 até 2012 nada menos do que U$ 1 milhão diários.

A Polar é o principal ator intelectual da guerra econômica na Venezuela e, segundo ele, leva uma política contínua de tentativa de golpe desde 2012. Desde então, todos os empresários pararam a sua produção nacional. Nesse momento foram suspensos todos os benefícios contratuais de seus trabalhadores.

Machado denuncia que desde 2012, conjuntamente com a a CIA e o imperialismo norte-americano, Lorenzo Mendonça vêm organizando uma política de sabotagem à economia e de terror contra a população venezuelana. “Lorenzo Mendonça é o primeiro financiador das ‘guarimbas’ (as ações armadas da direita que enfrentaram o governo em protestos violentos nos últimos meses)”, disse. Ele e seu primo-irmão, Leopoldo Lopes, que hoje se encontra preso, são responsáveis diretos pelas 43 pessoas mortas em 2014. O sindicalista denunciou também que nas manifestação da direita as pessoas que estavam organizadas nas guarimbas receberam produtos da Polar, seja cerveja, água, gatorade, malte, etc.

Para o líder do movimento dos trabalhadores nas empresas Polar, depois das guarimbas, em 2014 e 2015 foram feitas retaliações aos trabalhadores de base que se manifestaram denunciando como esse empresário rouba as divisas do país e que suspendeu 10 mil trabalhadores dos 34 mil que trabalham na Polar em nível nacional. “Essas suspensões são totalmente de cunho político”, afirmou. “São retaliações devido ao ideal revolucionário desses trabalhadores filhos de Bolívar e Chávez que denunciam como Lopez está acabando como o Estado Bolivariano”, finalizou.


Este artigo faz parte da cobertura do Diário Causa Operária Online direto da Venezuela. Escrito em Caracas, a matéria faz parte do especial sobre o país latino-americano. Clique aqui e acompanhe o que acontece de verdade na Venezuela

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