Para o negro, nem o direito de ir e vir

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Na última sexta feira, dia 22, mais um ato de abuso e violência contra um cidadão negro e pobre no Rio de Janeiro.

O homem foi detido por 24 horas por estar circulando em “perímetro de segurança”. Segundo a juíza que deu voz de prisão, o homen estava nas imediações pois pretendia acionar a defensoria pública em busca de ajuda financeira para viajar até São Paulo, pois não tinha dinheiro. A juíza entendeu que era crime perambular perto do fórum, assim, o mandou para a delegacia.

A defensora pública Mariana Campos de Lima tentou interceder, em vão, contra a prisão e gravou a cena. Insensível, a juíza ainda notificou a Defensoria, proibindo a publicação do vídeo.

O cidadão negro não pode andar nas proximidades de um prédio público, que é sustentado pelos impostos pagos pela classe trabalhadora a qual faz parte.

Fica cada vez mais evidente que estamos caminhado a largos passo para um estado de exceção e esmagamento dos direitos da população, especialmente contra a população mais pobre e negra. Com o avanço do golpe e a política burguesa, fatos como estes são flagrados todos os dias em todo o país.

Já foi denunciado que negros tem perdido seus empregos, sendo perseguidos nas faculdades, mortos pela polícia , impedidos de estar em espaços públicos, etc. Para a direita, não deve existir um lugar para o negro que não seja a cadeia ou trabalho escravo.

Só com a mobilização social pelo fim do golpe de Estado e, consequentemente, o fim das políticas “higienistas” que da direita golpista, que sonha ter no Brasil um apartheid.

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