40 anos da invasão da PUC pela PM

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Há 40 anos, a PUC era invadida pela PM fascista e sua corja de carros blindados em uma ofensiva contra estudantes e professores presentes. Além da perseguição muitos foram espancados, sem contar os cinco estudantes assinados durante a invasão.

Anteriormente a isso os militares já impediam o encontro de estudantes que fora marcado para discussão de reorganizar a UNE (União Nacional dos Estudantes) a qual tinha sido embargada pelo período fascistoide.

Ao se reunirem em frente ao Tuca , teatro da universidade, foram surpreendidos pela invasão, que contou com cerca de 3 mil policias, querendo impedir a manifestação dos estudantes e os querendo levar presos. O que logo se seguiu foi uma sucessão de ataques aos mesmos. Bombas de gás lacrimogênio foram lançadas, causando o desespero pois acabarem encurralados na rampa da PUC, onde o caos se instalou, encaminhando-se para um aglomerado de pessoas e as deixando sem opção para se defender.

A  truculência só aumentava a cada vez que estudantes tentavam se defender, muitos sofreram queimaduras e 700 estudantes foram presos, alguns enquadrados na Lei de Segurança Nacional. A coisa se intensificou mais ainda quando tentaram se refugir dentro da universidade, se aproveitaram de espaços estreitos como corredores e salas para lançarem gás sobre todos.

A maior consequência do ato fascista foram as cinco mortes registradas de estudantes, os mesmo terão representação chave nas atividades que serão realizadas na universidade no dia 22 de setembro, quando se completa os exatos quarenta anos da invasão, haverá a diplomação simbólica.

Hoje vemos que mesmo depois de um massacre como esse, a polícia com seu histórico de truculência ainda tenta se instalar dentro das universidades, tentando intervir num espaço que não lhes pertence. A universidade é o espaço onde não se admite a repressão e muito menos a presença de um órgão que somente quer perseguir e censurar a livre expressão nesse espaço.

Durante a semana a PUC estará provendo atividades, discutindo sobre o acontecido, tendo intervenções culturais, depoimentos e afins .

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