Sob protesto de negros, policial branco norte-americano é absolvido

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O massacre de manifestantes, em Missouri, nos Estados Unidos, que protestavam contra a absolvição do policial branco que matou um jovem negro em 2011, deixou nove pessoas detidas. A entidade não divulgou um número exato de manifestantes, mas disse que “centenas de pessoas” participaram do ato. Não há informações sobre feridos.

“Era um protesto pacífico”, disse Jomar Jackson, 32. “Mas um grupo de pessoas veio perturbar”. Na sexta-feira (15), Saint Louis já havia sido palco de protesto e pelo menos 33 pessoas foram detidas e 11 policiais ficaram feridos durante confronto.

Com a experiência da polícia brasileira, sabemos que sempre é ela que começa o confronto para justificar sua truculência. Quem participa de manifestações sabe que sempre são pacificas, até a polícia começar o “quebra-pau”.

Os manifestantes protestavam contra a decisão de um tribunal do Missouri de absolver de assassinato em primeiro grau o ex-policial Jason Stockley, que em 2011 matou um jovem negro. O juiz considerou Sotckley inocente das acusações, e no veredicto disse que a morte a tiros do jovem Anthony Lamar Smith aconteceu devido seu “comportamento perigoso”.

Foi precisamente em um subúrbio de St. Louis, em Ferguson, onde em 2014 começou uma onda de distúrbios raciais em todo o país depois que um policial branco mais uma vez matou um jovem negro, Michael Brown, transformado em símbolo do movimento “Black Lives Matter”.

O avanço da direita racista nos Estados Unidos – turbinada pela eleição do direitista Donald Trump – fez recrudescer a violência racial na terra do Tio Sam, onde as legiões fascistas (Ku Klux Kan) estão intensificando a perseguição às minorias (em particular a população negra), como se viu recentemente em Charlottesville, no Estado da Virginia, onde os negros e ativistas dos movimentos de defesa dos direitos democráticos reagiram à altura às provocações dos racistas.

Falta aos oprimidos norte-americanos neste momento uma organização política independente, de combate, de luta, que exponha com toda a clareza a profundidade e a envergadura da crise histórica do capitalismo e suas consequências para as minorias.

Está colocada – mais do que em qualquer outro momento – a luta para colocar de pé um verdadeiro partido operário e revolucionário, que lute por agrupar a vanguarda da classe operária, da população negra e da juventude daquele país para levar adiante a luta pelas reivindicações de todos os explorados diante do avanço da crise e um programa revolucionário que impulsione a organização independente de um dos mais importantes setores da classe operária mundial.

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