Depois do golpe, direita se sente à vontade para agredir mulheres

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O ataque às mulheres tem aumentado substancialmente, algo que está ligado diretamente ao aprofundamento do golpe, onde de fato as questões da mulher estão sendo postas em cheque.

O fato mais impactante no momento já citado neste diário tem sido as demissões de lactantes e as formas humilhantes em entrevistas de emprego. As abordagens são constrangedoras, que deixam as mulheres em situações desconfortáveis e de extrema opressão. Visto que não se pode mais ser mãe, caso contrário a admissão é quase que impossível para elas.

Além de passarem por tais processos para conseguirem ser admitidas, mulheres grávidas são colocadas para trabalharem em lugares de situação insalubre, não importando o risco que corram. O golpe dado foi contra as mulheres e está se mostrando cada vez mais agressivo.

O mais recente caso, ocorreu esta semana onde uma jovem de 20 anos foi agredida por seu namorado, um soldado das Forças Armadas. A agressão ocorreu após a moça ter se recusado tomar banho com o companheiro, que se irritou e partiu para a agressão física. Ao tentar pedir socorro, teve seu celular arremessado pelo agressor, por fim ao ouvir gritos a polícia foi acionada por vizinhos.

O namorado admitiu a agressão, logo em seguida recebeu voz de prisão. Mais uma vez o que se deve ressaltar é o fato de que em nenhum momento a prisão de agressores resolveu a questão da mulher. Foi solucionado um caso isolado, mas as agressões não deixam de acontecer após o ato, o machismo não deixa de existir e muito menos diminui. Por isso a luta das mulheres se dá por meio da mobilização das mesmas, luta essa que está ligada diretamente à luta da classe operária contra.

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