Negociações nos Correios começam com Findect defendendo o patrão

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As cartas estão marcadas na campanha salarial dos Correios.

Depois de 42 dias enrolando para começar as negociações da campanha salarial – já que a data base da categoria ecetista é dia primeiro de agosto -, a direção golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) iniciou as reuniões no dia 12 de setembro, depois de ter proposto o adiamento para novembro, mostrando sua disposição de enrolar a categoria.

A tática dos patrões é bem óbvia, querem arrastar as negociações até meados de novembro, início da vigência lei nova que destrói a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), a tal famigerada “reforma” trabalhista que foi encaminhada pelo governo golpista e aprovada, a base de mensalão, propina, pelo mais ainda Congresso Nacional golpista.

Para ajudar a direção da ECT, os sindicalistas traidores da “federação fantasma”, a Findect, chamados para mesa de negociação a fim de pesar para o lado patronal, já começaram a reunião se opondo ao calendário de negociações da Fentect, que tem como limite o dia 19 de setembro, data marcada para greve da categoria, caso não haja acordo entre as partes.

Os sindicalistas capachos da “federação fantasma”, indo de encontro com as aspirações da direção golpista da ECT, propuseram um calendário de negociação de no mínimo três semana, o que agradou muito a direção dos Correios .

A questão fundamental da campanha salarial dos Correios é saber se a Fentect (federação nacional dos trabalhadores dos correios) terão força para realizar uma greve forte antes de novembro para se opor a essa manobra dos golpistas da ECT.

No entanto, para que isso aconteça, os sindicalistas da Fentect terão que ter peito para expulsar os elementos patronais da federação fantasma (Findect) da mesa de negociação, o secretário geral da Fentect, José Rivaldo, vulgo Taliban, e demais diretores da entidade têm que mudar o tratamento dispensado aos traidores da Findect. Quando menciona que a Findect é uma federação legal, representativa, acaba dando legitimidade para uma entidade fantasma, que não tem registro no Ministério do Trabalho e foi criada pelos patrões nos anos 90 justamente para dividir os trabalhadores.

Sem derrotar a manobra da ECT de usar a “federação fantasma” contra os trabalhadores, a categoria não conseguirá nem mesmo brigar com a direção golpista da ECT, muito menos derrotá-la.

Esse é o grande gargalo que os trabalhadores dos Correios têm para derrotar a privatização da empresa e todos os demais ataques dos golpistas contra os ecetistas.

 

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