Governo golpista quer acabar com a agricultura familiar e reforma agrária

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O golpe de Estado começa a mostrar sua cara no orçamento planejado para 2018. Após o golpe, o governo começa a acertar as contas e pagar aos apoiadores, no caso os latifundiários e imperialismo, na derrubada de Dilma Roussef da presidência.

A política de rapina e de entrega das riquezas nacionais fica evidente com as privatizações e retirada de direitos da população. Nesse momento, os ataques a classe trabalhadora vêm com cortes no orçamento destinados a esse setor.

Na semana passada, os golpistas encaminharam para o Congresso Nacional a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) para 2018 e os ataques a população com cortes em gastos sociais e política a públicas de apoio a classe trabalhadora são gigantescos.

Os cortes no orçamento da agricultura familiar e da reforma agrária são os maiores realizados em 2018 e vão paralisar políticas importantes de apoio e desenvolvimento da agricultura familiar. Um estudo realizado pelo núcleo agrário do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Federal revela o tamanho dos cortes.

Segundo o estudo os cortes no orçamento das políticas de apoio à agricultura familiar e reforma agrária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Secretaria Especial de Agricultura Familiar (ex-Ministério do Desenvolvimento Agrário) e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) são superiores a 70%.

Os cortes que mais chamam a atenção são referentes ao apoio ao desenvolvimento de comunidades tradicionais, que foi extinto, e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e formação de estoques, onde a redução foi de 71,3%. É importante destacar que o PAA é um dos principais programas de redução da pobreza no meio rural, onde o governo compra de agricultores familiares e distribui para escolas, creches, presídios e entidades filantrópicas.

A assistência técnica a pequenos agricultores também foi duramente afetada com redução de até 85% do orçamento. A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para Agricultura Familiar, realizada pelo Incra passou de R$ 235 milhões em 2017 para R$ 133 milhões em 2018. No caso da ATER para Reforma Agrária, em assentamentos rurais da reforma agrária, a redução foi de R$ 85 milhões para R$ 12 milhões, em 2018.

Outro setor importante no desenvolvimento da agricultura familiar e de redução da pobreza é o processo de obtenção de terras pelo Estado para a distribuição para trabalhadores sem-terra terem a oportunidade de melhorarem a renda. Nesse caso, os golpistas praticamente inviabilizaram a aquisição de terras pelo Incra, onde o orçamento passou de R$ 257 milhões, em 2017, para R$ 34 milhões em 2018.

O apoio à agricultura familiar e assentamentos rurais foi uma das principais políticas de redução da pobreza nos anos do governo do PT, sendo obviamente, um dos pilares de apoio do governo. Os golpistas atacam esses recursos para destruir a política social e de desenvolvimento da agricultura familiar dos governos petistas.

Os números refletem a política dos golpistas em estrangular a agricultura familiar e de apoio as famílias sem-terra até que se destrua esses setores da classe trabalhadora e esses recursos sejam colocados para os latifundiários e golpistas, transformando novamente o país em uma colônia exportadora do produtos primários.

Esses ataques do governo golpista vão levar o país para uma situação de caos e miséria. Os ataques as políticas sociais e de apoio a reforma agrária e agricultura familiar irá trazer novamente o fantasma da fome e da miséria. É a política do Estado mínimo para a população, sem nenhuma assistência e apoio, com todos os recursos estatais voltados para o latifúndio e a burguesia internacional.

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