Corrupção no sistema S, mas quem paga o pato é o peão

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Foi denunciado no último dia 30 de agosto pelo jornal do empresariado, Valor Econômico que pelo menos R$17,4 Bilhões de dinheiro em caixa se encontram sem uso pelo Sistema S, que envolve, entre outros, Sesi, Senai, Sesc, Sebrae, além de uma escandalosa ausência de prestação de contas e denúncias de funcionários fantasmas. Segundo informações a gestão do Sistema S recebeu quase um bilhão de reais em 2016 em repasse de dinheiro público, que seria destinado para ‘administração superior’ do Sesc, Senac, Sesi e Senai”.

O orçamento somado dessas instituições burguesas chegou a R$ 2,1 bilhões no mesmo ano. De acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas Arthur Ridolfo Neto: “Ninguém se pergunta se o dinheiro é necessário”. E completa: “É importante discutir se a verba para a administração superior das entidades é necessária, ou se o dinheiro poderia ser melhor utilizado em programas sociais e educativos do próprio Sistema S”.

Durante as eleições de 2014, entidades ligadas ao Sistema S, despejaram dinheiro para eleger representantes do grande empresariado nacional, como o fez, por exemplo, a Fiesp, derramando dinheiro para eleger Paulo Skaf e outros designados para o Congresso Federal. Terminada as eleições, sem conseguir diretamente seus objetivos, tratou de começar a cobrar a conta, mas tal conta foi cobrada dos trabalhadores dessas entidades como  fizeram com os funcionários da Rede Sesi, que tiveram nos últimos dois anos milhares de demitidos, salários de grande parcela dos funcionários achatados em até 30%, retirada de direitos. Sem falar a dinheirama usada para implementar o golpe de estado no Brasil, tendo a Fiesp e Paulo Skaf a frente do ataque coxinha em São Paulo, com a campanha “Não vou pagar o Pato”, que derrubou o governo petista de Dilma Rousself, também com o sórdido discurso de combate à corrupção. Como já denunciamos aqui, os que falam em combate à corrupção são os corruptos que não serão pegos. E passarão a lucrar ainda mais com os ataques à classe trabalhadora.

O exemplo está aí, corrupção no sistema S, mas quem paga o pato é o peão.

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